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Que a paz de Jesus e o amor de Maria reine em seu coração!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

O Milagre do Louvor





Estimados irmãos e queridas irmãs, atendendo ao chamado que nosso Senhor Jesus faz a todos os cristãos, partilharemos hoje algumas idéias e experiências sobre o louvor. Uma delas não trata diretamente do louvor, mas vai levar a ele. Trata-se dos milagres que recebemos por meio de promessas. Aqueles votos que se fazem, prometendo realizar alguma coisa devido a uma graça recebida. Creio que todos nós os conhecemos. Em Trindade-GO, como em Aparecida-SP, existem museus destinados a conservar alguns sinais das promessas pagas, tais como: fotografias, muletas, vestidos de noivas, objetos representando várias partes do corpo humano que foram curadas mediante promessas, dentre outros.
Nos meus tempos de menino morei em Trindade. Moramos lá por pouco tempo, mas o suficiente para eu aprender a amar o Pai Eterno e ficar marcado para sempre pela experiência do amor do Pai, do meu Pai. É isso, para mim, embora eu saiba que o Pai é nosso, eu o tenho por meu, entende? Meu pai. Ele não deixa de ser seu também, mas que é meu, ah... isso é!
Ao crescer, já morando em outras cidades, estudando, conhecendo as coisas e o mundo, questionando, buscando idéias e sonhos, notei que algo me intrigava, e uma indagação sempre martelava meu pensamento. Eu imaginava: “Por que Deus, sendo um pai tão bom, precisa de pagamento de promessas para fazer milagres?” Quanto mais eu pensava, mais perplexo ficava. Realmente eu não entendia a razão pela qual o Senhor parecia atender somente os pedidos seguidos de promessas. Quando eu confrontava isso com o seu infinito amor, não via nenhuma lógica em ter que fazer promessa para conseguir alguma graça. Entretanto, por outro lado, não via nenhum milagre acontecendo sem os votos. Eu estava em um impasse, que durava alguns anos.
Por essa época fui a um encontro de oração da Renovação, cujo tema era “Cristo Rompe as Cadeias”. Ele foi realizado no ano de 1984, no Ginásio Rio Vermelho, em Goiânia. Durante este encontro vi muitas curas acontecendo. Algumas poderiam ser consideradas verdadeiros milagres, como foi o caso de uma mulher que começou a enxergar, apesar de ter o cristalino do olho furado. E tudo isso acontecia em minha presença, sem as promessas e os votos. Eu mesmo, que havia chegado àquele encontro com a alma ferida, sentindo uma imensa dor que destruía minha vontade de viver, comecei a sentir uma grande alegria, que jamais havia experimentado, juntamente com uma poderosa esperança, que me fazia crer e sentir que minha vida tinha solução, que eu não era um caso perdido.
Um ano e meio depois daquele encontro comecei a participar de um grupo de oração e fiz o Seminário de Vida no Espírito. O Senhor me dava a alegria de experimentar um crescimento interior, mas os questionamentos não diminuíam, ao contrário, aumentavam em quantidade e em intensidade. Eu até pensava que se o Senhor aparecesse para mim como apareceu aos Apóstolos, eu lhe faria inúmeras perguntas.
Por aquela época eu já havia lido os principais livros que existiam. Lia os que ensinavam a participar dos grupos de oração, os que falavam de louvor, de carismas, de cura interior, de testemunho. Lia sem parar. Quanto mais lia, mais resposta eu tinha e mais meus questionamentos aumentavam. Enquanto lia me esforçava para praticar o que estava aprendendo. E foi assim que aprendi a louvar e a conhecer o milagre do louvor. E, confesso, isso me fascinou, pois, como disse acima, vivi em um ambiente muito propício aos milagres.
Dentre as graças que experimentei através do louvor, partilharei uma com vocês. Todavia, em homenagem à clareza de entendimento, antes contextualizarei a situação em que eu viva na época.
Era final do primeiro semestre de 1992. Eu estava ajudando o Rosário, um dos bons pregadores que já passaram por aqui, a ministrar um discipulado na cidade de Agudos, localizada no interior de São Paulo. Além de nós, o Dialmas e a Aída compunham a equipe. Durante este encontro tive muito tempo para oração pessoal. E aproveitei. Ao ir ao Santíssimo a primeira vez, naquele encontro, imediatamente senti vontade de entregar ao Senhor o que mais me angustiava naquele momento. E o que então mais me afligia era minha vida profissional. Estava quase completando cinco anos que eu havia concluído a faculdade, mas não trabalhava em minha profissão. Meu emprego não era ruim, mas nele eu ganhava bem menos do que ganharia se desempenhasse uma função condizente com minha formação. Além disso, sempre que eu tentava incentivar meus irmãos a estudarem, percebia que eles me diziam com o olhar: “Estudar para quê? Seus estudos não lhe deram nada!” Essa mesma situação se repetia com outros jovens, quando eu tentava estimulá-los a adquirirem uma boa profissão.
Dessa forma, além do prejuízo financeiro que eu estava sendo obrigado a suportar por ter investido tanto tempo e dinheiro em uma faculdade que não havia me dado nenhum retorno durante dez anos – cinco anos e meio de curso e quatro e meio que se passaram após concluir os estudos – ainda tinha que aturar a humilhação diante dos mais queridos, que eram meus irmãos e os jovens que eu coordenava. Esse sentimento de humilhação que eu suportava me trazia um grande desgaste emocional.
Naquele dia, ao tentar entregar ao Senhor a minha vida profissional pela enésima vez, senti que novamente não estava conseguindo. Pedi ajuda ao Senhor e unção ao Espírito Santo. Imediatamente uma idéia me passou pela cabeça: louvar. “Mas louvar pelo quê?”, pensei. “Minha vida está uma droga”, continuei pensando. “Ajuda-me, Senhor”, pedi.
E foi assim, timidamente, lutando comigo mesmo, embaraçando no meu racionalismo, que experimentei uma das grandes graças advindas através do louvor. Naquele momento uma frase foi se formando na minha mente. Lembro-me dela como se a estivesse pronunciando agora. Era assim: “Ó Pai, em nome de Jesus, vos louvo por não trabalhar em minha profissão”. Quando pronunciei essa frase pela primeira vez não me senti bem, parecia que eu estava fingindo. Senti-me um grande hipócrita, pois o que eu queria era pedir a Deus que me fizesse trabalhar em minha profissão e não louvá-lo por estar sem trabalhar naquilo que eu desejava. Senti vontade de desistir do louvor, mas, a essa altura, o Espírito Santo já havia assumido o comando da minha oração e não me deixou desistir. Ele me inspirava motivos para continuar o louvor. Para isso me fazia recordar alguns versículos bíblicos.
Eis os versículos acima mencionados: “Recitai entre vós salmos, hinos e cânticos espirituais. Cantai e celebrai de todo o coração os louvores do Senhor. Rendei graças, sem cessar e por todas as coisas, a Deus Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo!” (Ef 5,19-20). “Vivei sempre contentes. Orai sem cessar. Em todas as circunstâncias, dai graças, porque esta é a vosso respeito a vontade de Deus em Jesus Cristo. Não extingais o Espírito.” (1Ts 5,16-19).
Daí para frente esses versículos foram o mapa que segui para louvar. Eu pensava: “Sei que de mim mesmo não sai um bom louvor. Sei que com minhas próprias forças não consigo e nem quero louvar. Mas em nome de nosso Senhor Jesus Cristo eu estou louvando. Vou tentar louvar como se ele, Jesus, estivesse louvando em meu lugar”. E assim louvei. Louvei muito. Louvei por três dias quase sem parar. Foi uma maratona. Só parava quando estava pregando. Louvava na capela, louvava no refeitório, louvava enquanto me banhava, louvava pelos corredores.
Por outras vezes fui tentado a não louvar, pois em minha razão não encontrava motivos para o louvor. Mas de todas as tentações o Senhor me livrou. Lembro-me com limpidez que Jesus abriu meu entendimento para louvar, por meio da combinação dos versículos acima, mais ou menos assim: “Rendei graças, sem cessar e por todas as coisas, a Deus Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo! Em todas as circunstâncias, dai graças, porque esta é a vosso respeito a vontade de Deus em Jesus Cristo. Não extingais o Espírito.” E eu pensava: “Por todas as coisas e em todas as circunstâncias! As coisas são boas? Louve, em nome de Jesus. As coisas não parecem boas? Louve, em nome de Jesus. As circunstâncias, acontecimentos, situações, são favoráveis? Louve, em nome de Jesus. As circunstâncias, acontecimentos, situações, são desfavoráveis? Louve, em nome de Jesus. Louve sempre, sempre... e sempre. Mas louve ao Senhor.”
Enquanto eu louvava, comecei a receber muitas curas emocionais e espirituais. Pedras de ódio, ressentimento, amargura, rancor, humilhação, frustração, revolta foram quebradas. Quanto mais eu louvava, mesmo que sem vontade, sentia que algo de bom estava prestes a acontecer em mim. E eu louvava, e aconteceu. A última cura que recebi foi em relação ao próprio Deus, o meu Pai do céu. Eu estava muito amargurado com ele, pois havia orado e parecia que ele não tinha me atendido. Eu orava, mas segundo a minha visão parecia-me que ele permitia que eu fosse humilhado diante dos jovens e dos meus irmãos. Por fim, senti meu coração totalmente livre. Pensava nas pessoas e em Deus, assim como no meu emprego e na minha profissão e não sentia tristeza, amargura, rancor, ódio ou revolta. No final do sábado, havia começado a maratona de louvor na quinta-feira, senti muita alegria e junto com a alegria uma convicção de que Deus havia assumido a direção da minha vida, finalmente.
Durante a missa, na noite daquele sábado, eu estava tão livre, mas tão livre que aceitava inteiramente a vontade de Deus. A aceitação da vontade do Senhor era tão grande que tive uma pontinha de medo dos meus pedidos não serem atendidos. Devido a esse sentimento de temor, após a comunhão conversei assim com Jesus: “Jesus, o senhor sabe que não desisti da minha profissão. O senhor sabe o quanto eu quero exercê-la, mas aceito a vontade do Pai na minha vida, seja ela qual for. Mas gostaria que o Senhor soubesse que não desisti de ser advogado”. Terminei essa conversa com o Senhor, e nem ouvi o que ele disse. Comecei a rir de mim mesmo. Notei que ainda estava preso em meus sonhos, mas ao mesmo tempo percebi que os meus sonhos não eram mais meus, pertenciam ao Senhor e o que ele fizesse estaria bom.
No domingo voltamos para Goiânia. Por volta de vinte e três horas estava em casa. No dia seguinte, segunda-feira – pensem bem, no dia seguinte – por volta de nove horas (da manhã), um amigo me convidou para trabalhar com ele. Era a primeira proposta que eu recebia para trabalhar na minha profissão, após quase cinco anos de concluir a faculdade. Aceitei o convite.
Imediatamente comecei a pensar, tentando entender a razão pela qual o Senhor me atendeu após o louvor. Lembrei-me que durante meus louvores, influenciado pelas idéias dos livros que eu havia lido e pelos testemunhos que havia ouvido, todos dizendo que Deus concede graças mediante o louvor, havia lutado muito para não transformar os louvores em lamentos e orações de súplicas, porque, pensava eu, seria mais honesto pedir diretamente o que eu queria do que transformar uma oração bela como o louvor em uma barganha. Aliás, essa foi uma das maiores tentações que tive durante a maratona de louvor, pois já que não estava conseguindo louvar sinceramente, pensei que seria melhor não louvar. Ainda bem que o Senhor não permitiu que eu parasse, pois com o tempo o louvor se tornou sincero.
Analisando meus louvores notei que o milagre verdadeiro que me aconteceu foi o meu coração se abrir para Deus. Com a abertura do meu coração Deus pôde me atender um pedido que lhe havia feito há anos, repetidamente. Então é isso, quando se louva em nome de Jesus, por todas as coisas e em todas as circunstâncias, o toque do Senhor faz nosso coração se abrir para Deus. Com isso as barreiras se rompem, possibilitando que ele nos atenda.
Tenho observado que tudo o que Deus precisa para fazer um milagre é de nosso coração aberto. Meu Pai está sempre pronto a fazer o melhor para os seus filhos. O coração aberto desses filhos é a via por onde passam os milagres. E um dos melhores meios para se abrir um coração e mantê-lo aberto, indiscutivelmente, é o louvor. O louvor expressa nossa intenção de aceitar a vontade de Deus da maneira mais direta e real possível. É no louvor – e também na adoração – que mais reconhecemos que Deus é Deus, que Deus é o criador, o senhor, o dono de tudo. Nada escapa ao seu divino e soberano olhar. O louvor nos ajudar a reconhecer e a aceitar que tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus. E, creia, isso não é pouco. Isso é o que o Pai Eterno pode estar esperando de nós para fazer aquele milagre que esperamos.
É bem verdade que os corações se abrem também para os milagres mediante votos e promessas. Mas o faz por outros motivos, que poderão ser analisados noutro dia.
Enfim, penso que compreendi a razão pela qual Deus faz milagres por meio de promessas, votos e louvores. Não é Deus que precisa de promessas e votos. Ele não é comerciante. Não é Deus que necessita dos nossos louvores para se tornar mais Deus, a fim de nos atender. Somos nós que, devido a nossas fraquezas, necessitamos de mecanismos para abrir o coração e disponibilizá-lo ao Senhor, a fim de que ele possa atender nossos clamores. E Deus mesmo nos fornece tais mecanismos, que são excelentes meios para nos ajudar a disponibilizar-lhe nosso coração. Dentre tais meios destacamos o dom do louvor, que nos mantêm ligados ao Senhor e, uma vez ligados a ele, podemos permanecer cheios do Espírito Santo que nos torna filhos de Deus aptos a distinguir e a aceitar a vontade do Pai em todas as circunstâncias e em relação a todas as coisas, a fim de que ele possa operar poderosamente em nosso favor, alterando as situações e circunstâncias que lhe aprouverem, concedendo-nos o que nos for bom e modificando o nosso coração, o nosso querer e sentir, para entender e aceitar o que não poderá ser alterado, ainda ou nunca. Nisso consiste a vereda da felicidade.
Antes de nos despedir, gostaria que vocês se lembrassem que os louvores eficazes são feitos em nome de Jesus e por todas as coisas e em todas as circunstâncias. Agora é só experimentar e perseverar. Ainda que o exercício do louvor pareça uma maratona, tudo o que devemos fazer é louvar, louvar... e louvar. Tudo o mais é com o Senhor. Então, ânimo! Pratiquemos. Praticando veremos o quanto Deus é fiel às suas promessas. Praticando comprovaremos que o primeiro milagre do louvor é a abertura de coração para Deus e, principalmente, que isso nos coloca no âmago da alegria interior e da paz que supera todo entendimento, enfim, verificaremos que isso é estar face a face com a felicidade. Amém

Estimados irmãos e queridas irmãs, atendendo ao chamado que nosso Senhor Jesus faz a todos os cristãos, partilharemos hoje algumas idéias e experiências sobre o louvor. Uma delas não trata diretamente do louvor, mas vai levar a ele. Trata-se dos milagres que recebemos por meio de promessas. Aqueles votos que se fazem, prometendo realizar alguma coisa devido a uma graça recebida. Creio que todos nós os conhecemos. Em Trindade-GO, como em Aparecida-SP, existem museus destinados a conservar alguns sinais das promessas pagas, tais como: fotografias, muletas, vestidos de noivas, objetos representando várias partes do corpo humano que foram curadas mediante promessas, dentre outros.
Nos meus tempos de menino morei em Trindade. Moramos lá por pouco tempo, mas o suficiente para eu aprender a amar o Pai Eterno e ficar marcado para sempre pela experiência do amor do Pai, do meu Pai. É isso, para mim, embora eu saiba que o Pai é nosso, eu o tenho por meu, entende? Meu pai. Ele não deixa de ser seu também, mas que é meu, ah... isso é!
Ao crescer, já morando em outras cidades, estudando, conhecendo as coisas e o mundo, questionando, buscando idéias e sonhos, notei que algo me intrigava, e uma indagação sempre martelava meu pensamento. Eu imaginava: “Por que Deus, sendo um pai tão bom, precisa de pagamento de promessas para fazer milagres?” Quanto mais eu pensava, mais perplexo ficava. Realmente eu não entendia a razão pela qual o Senhor parecia atender somente os pedidos seguidos de promessas. Quando eu confrontava isso com o seu infinito amor, não via nenhuma lógica em ter que fazer promessa para conseguir alguma graça. Entretanto, por outro lado, não via nenhum milagre acontecendo sem os votos. Eu estava em um impasse, que durava alguns anos.
Por essa época fui a um encontro de oração da Renovação, cujo tema era “Cristo Rompe as Cadeias”. Ele foi realizado no ano de 1984, no Ginásio Rio Vermelho, em Goiânia. Durante este encontro vi muitas curas acontecendo. Algumas poderiam ser consideradas verdadeiros milagres, como foi o caso de uma mulher que começou a enxergar, apesar de ter o cristalino do olho furado. E tudo isso acontecia em minha presença, sem as promessas e os votos. Eu mesmo, que havia chegado àquele encontro com a alma ferida, sentindo uma imensa dor que destruía minha vontade de viver, comecei a sentir uma grande alegria, que jamais havia experimentado, juntamente com uma poderosa esperança, que me fazia crer e sentir que minha vida tinha solução, que eu não era um caso perdido.
Um ano e meio depois daquele encontro comecei a participar de um grupo de oração e fiz o Seminário de Vida no Espírito. O Senhor me dava a alegria de experimentar um crescimento interior, mas os questionamentos não diminuíam, ao contrário, aumentavam em quantidade e em intensidade. Eu até pensava que se o Senhor aparecesse para mim como apareceu aos Apóstolos, eu lhe faria inúmeras perguntas.
Por aquela época eu já havia lido os principais livros que existiam. Lia os que ensinavam a participar dos grupos de oração, os que falavam de louvor, de carismas, de cura interior, de testemunho. Lia sem parar. Quanto mais lia, mais resposta eu tinha e mais meus questionamentos aumentavam. Enquanto lia me esforçava para praticar o que estava aprendendo. E foi assim que aprendi a louvar e a conhecer o milagre do louvor. E, confesso, isso me fascinou, pois, como disse acima, vivi em um ambiente muito propício aos milagres.
Dentre as graças que experimentei através do louvor, partilharei uma com vocês. Todavia, em homenagem à clareza de entendimento, antes contextualizarei a situação em que eu viva na época.
Era final do primeiro semestre de 1992. Eu estava ajudando o Rosário, um dos bons pregadores que já passaram por aqui, a ministrar um discipulado na cidade de Agudos, localizada no interior de São Paulo. Além de nós, o Dialmas e a Aída compunham a equipe. Durante este encontro tive muito tempo para oração pessoal. E aproveitei. Ao ir ao Santíssimo a primeira vez, naquele encontro, imediatamente senti vontade de entregar ao Senhor o que mais me angustiava naquele momento. E o que então mais me afligia era minha vida profissional. Estava quase completando cinco anos que eu havia concluído a faculdade, mas não trabalhava em minha profissão. Meu emprego não era ruim, mas nele eu ganhava bem menos do que ganharia se desempenhasse uma função condizente com minha formação. Além disso, sempre que eu tentava incentivar meus irmãos a estudarem, percebia que eles me diziam com o olhar: “Estudar para quê? Seus estudos não lhe deram nada!” Essa mesma situação se repetia com outros jovens, quando eu tentava estimulá-los a adquirirem uma boa profissão.
Dessa forma, além do prejuízo financeiro que eu estava sendo obrigado a suportar por ter investido tanto tempo e dinheiro em uma faculdade que não havia me dado nenhum retorno durante dez anos – cinco anos e meio de curso e quatro e meio que se passaram após concluir os estudos – ainda tinha que aturar a humilhação diante dos mais queridos, que eram meus irmãos e os jovens que eu coordenava. Esse sentimento de humilhação que eu suportava me trazia um grande desgaste emocional.
Naquele dia, ao tentar entregar ao Senhor a minha vida profissional pela enésima vez, senti que novamente não estava conseguindo. Pedi ajuda ao Senhor e unção ao Espírito Santo. Imediatamente uma idéia me passou pela cabeça: louvar. “Mas louvar pelo quê?”, pensei. “Minha vida está uma droga”, continuei pensando. “Ajuda-me, Senhor”, pedi.
E foi assim, timidamente, lutando comigo mesmo, embaraçando no meu racionalismo, que experimentei uma das grandes graças advindas através do louvor. Naquele momento uma frase foi se formando na minha mente. Lembro-me dela como se a estivesse pronunciando agora. Era assim: “Ó Pai, em nome de Jesus, vos louvo por não trabalhar em minha profissão”. Quando pronunciei essa frase pela primeira vez não me senti bem, parecia que eu estava fingindo. Senti-me um grande hipócrita, pois o que eu queria era pedir a Deus que me fizesse trabalhar em minha profissão e não louvá-lo por estar sem trabalhar naquilo que eu desejava. Senti vontade de desistir do louvor, mas, a essa altura, o Espírito Santo já havia assumido o comando da minha oração e não me deixou desistir. Ele me inspirava motivos para continuar o louvor. Para isso me fazia recordar alguns versículos bíblicos.
Eis os versículos acima mencionados: “Recitai entre vós salmos, hinos e cânticos espirituais. Cantai e celebrai de todo o coração os louvores do Senhor. Rendei graças, sem cessar e por todas as coisas, a Deus Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo!” (Ef 5,19-20). “Vivei sempre contentes. Orai sem cessar. Em todas as circunstâncias, dai graças, porque esta é a vosso respeito a vontade de Deus em Jesus Cristo. Não extingais o Espírito.” (1Ts 5,16-19).
Daí para frente esses versículos foram o mapa que segui para louvar. Eu pensava: “Sei que de mim mesmo não sai um bom louvor. Sei que com minhas próprias forças não consigo e nem quero louvar. Mas em nome de nosso Senhor Jesus Cristo eu estou louvando. Vou tentar louvar como se ele, Jesus, estivesse louvando em meu lugar”. E assim louvei. Louvei muito. Louvei por três dias quase sem parar. Foi uma maratona. Só parava quando estava pregando. Louvava na capela, louvava no refeitório, louvava enquanto me banhava, louvava pelos corredores.
Por outras vezes fui tentado a não louvar, pois em minha razão não encontrava motivos para o louvor. Mas de todas as tentações o Senhor me livrou. Lembro-me com limpidez que Jesus abriu meu entendimento para louvar, por meio da combinação dos versículos acima, mais ou menos assim: “Rendei graças, sem cessar e por todas as coisas, a Deus Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo! Em todas as circunstâncias, dai graças, porque esta é a vosso respeito a vontade de Deus em Jesus Cristo. Não extingais o Espírito.” E eu pensava: “Por todas as coisas e em todas as circunstâncias! As coisas são boas? Louve, em nome de Jesus. As coisas não parecem boas? Louve, em nome de Jesus. As circunstâncias, acontecimentos, situações, são favoráveis? Louve, em nome de Jesus. As circunstâncias, acontecimentos, situações, são desfavoráveis? Louve, em nome de Jesus. Louve sempre, sempre... e sempre. Mas louve ao Senhor.”
Enquanto eu louvava, comecei a receber muitas curas emocionais e espirituais. Pedras de ódio, ressentimento, amargura, rancor, humilhação, frustração, revolta foram quebradas. Quanto mais eu louvava, mesmo que sem vontade, sentia que algo de bom estava prestes a acontecer em mim. E eu louvava, e aconteceu. A última cura que recebi foi em relação ao próprio Deus, o meu Pai do céu. Eu estava muito amargurado com ele, pois havia orado e parecia que ele não tinha me atendido. Eu orava, mas segundo a minha visão parecia-me que ele permitia que eu fosse humilhado diante dos jovens e dos meus irmãos. Por fim, senti meu coração totalmente livre. Pensava nas pessoas e em Deus, assim como no meu emprego e na minha profissão e não sentia tristeza, amargura, rancor, ódio ou revolta. No final do sábado, havia começado a maratona de louvor na quinta-feira, senti muita alegria e junto com a alegria uma convicção de que Deus havia assumido a direção da minha vida, finalmente.
Durante a missa, na noite daquele sábado, eu estava tão livre, mas tão livre que aceitava inteiramente a vontade de Deus. A aceitação da vontade do Senhor era tão grande que tive uma pontinha de medo dos meus pedidos não serem atendidos. Devido a esse sentimento de temor, após a comunhão conversei assim com Jesus: “Jesus, o senhor sabe que não desisti da minha profissão. O senhor sabe o quanto eu quero exercê-la, mas aceito a vontade do Pai na minha vida, seja ela qual for. Mas gostaria que o Senhor soubesse que não desisti de ser advogado”. Terminei essa conversa com o Senhor, e nem ouvi o que ele disse. Comecei a rir de mim mesmo. Notei que ainda estava preso em meus sonhos, mas ao mesmo tempo percebi que os meus sonhos não eram mais meus, pertenciam ao Senhor e o que ele fizesse estaria bom.
No domingo voltamos para Goiânia. Por volta de vinte e três horas estava em casa. No dia seguinte, segunda-feira – pensem bem, no dia seguinte – por volta de nove horas (da manhã), um amigo me convidou para trabalhar com ele. Era a primeira proposta que eu recebia para trabalhar na minha profissão, após quase cinco anos de concluir a faculdade. Aceitei o convite.
Imediatamente comecei a pensar, tentando entender a razão pela qual o Senhor me atendeu após o louvor. Lembrei-me que durante meus louvores, influenciado pelas idéias dos livros que eu havia lido e pelos testemunhos que havia ouvido, todos dizendo que Deus concede graças mediante o louvor, havia lutado muito para não transformar os louvores em lamentos e orações de súplicas, porque, pensava eu, seria mais honesto pedir diretamente o que eu queria do que transformar uma oração bela como o louvor em uma barganha. Aliás, essa foi uma das maiores tentações que tive durante a maratona de louvor, pois já que não estava conseguindo louvar sinceramente, pensei que seria melhor não louvar. Ainda bem que o Senhor não permitiu que eu parasse, pois com o tempo o louvor se tornou sincero.
Analisando meus louvores notei que o milagre verdadeiro que me aconteceu foi o meu coração se abrir para Deus. Com a abertura do meu coração Deus pôde me atender um pedido que lhe havia feito há anos, repetidamente. Então é isso, quando se louva em nome de Jesus, por todas as coisas e em todas as circunstâncias, o toque do Senhor faz nosso coração se abrir para Deus. Com isso as barreiras se rompem, possibilitando que ele nos atenda.
Tenho observado que tudo o que Deus precisa para fazer um milagre é de nosso coração aberto. Meu Pai está sempre pronto a fazer o melhor para os seus filhos. O coração aberto desses filhos é a via por onde passam os milagres. E um dos melhores meios para se abrir um coração e mantê-lo aberto, indiscutivelmente, é o louvor. O louvor expressa nossa intenção de aceitar a vontade de Deus da maneira mais direta e real possível. É no louvor – e também na adoração – que mais reconhecemos que Deus é Deus, que Deus é o criador, o senhor, o dono de tudo. Nada escapa ao seu divino e soberano olhar. O louvor nos ajudar a reconhecer e a aceitar que tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus. E, creia, isso não é pouco. Isso é o que o Pai Eterno pode estar esperando de nós para fazer aquele milagre que esperamos.
É bem verdade que os corações se abrem também para os milagres mediante votos e promessas. Mas o faz por outros motivos, que poderão ser analisados noutro dia.
Enfim, penso que compreendi a razão pela qual Deus faz milagres por meio de promessas, votos e louvores. Não é Deus que precisa de promessas e votos. Ele não é comerciante. Não é Deus que necessita dos nossos louvores para se tornar mais Deus, a fim de nos atender. Somos nós que, devido a nossas fraquezas, necessitamos de mecanismos para abrir o coração e disponibilizá-lo ao Senhor, a fim de que ele possa atender nossos clamores. E Deus mesmo nos fornece tais mecanismos, que são excelentes meios para nos ajudar a disponibilizar-lhe nosso coração. Dentre tais meios destacamos o dom do louvor, que nos mantêm ligados ao Senhor e, uma vez ligados a ele, podemos permanecer cheios do Espírito Santo que nos torna filhos de Deus aptos a distinguir e a aceitar a vontade do Pai em todas as circunstâncias e em relação a todas as coisas, a fim de que ele possa operar poderosamente em nosso favor, alterando as situações e circunstâncias que lhe aprouverem, concedendo-nos o que nos for bom e modificando o nosso coração, o nosso querer e sentir, para entender e aceitar o que não poderá ser alterado, ainda ou nunca. Nisso consiste a vereda da felicidade.
Antes de nos despedir, gostaria que vocês se lembrassem que os louvores eficazes são feitos em nome de Jesus e por todas as coisas e em todas as circunstâncias. Agora é só experimentar e perseverar. Ainda que o exercício do louvor pareça uma maratona, tudo o que devemos fazer é louvar, louvar... e louvar. Tudo o mais é com o Senhor. Então, ânimo! Pratiquemos. Praticando veremos o quanto Deus é fiel às suas promessas. Praticando comprovaremos que o primeiro milagre do louvor é a abertura de coração para Deus e, principalmente, que isso nos coloca no âmago da alegria interior e da paz que supera todo entendimento, enfim, verificaremos que isso é estar face a face com a felicidade. Amém





Dercides Pires da Silva (Ex-coordenador Nacional do Ministério de Pregação).





Fonte: http://www.rccpe.org.br/

segunda-feira, 26 de abril de 2010

O que aconteceu em Pentecostes?


Podemos abordar o evento ocorrido naquele Pentecostes em que Deus cumpriu a promessa de dar inusitadamente o Espírito Santo sob dois diferentes pontos de vista:
- a partir de uma perspectiva histórica – em que Pentecostes deve ser considerado como um evento único, pontual, irrepetível;
- e a partir de uma perspectiva que leva em conta também os efeitos de Pentecostes – pelo qual devemos então considerar aquele evento como o início de uma nova era na economia da salvação, em que o Espírito Santo passa a estar presente não apenas no meio de nós – como, aliás, sempre esteve! – mas (essa sim é a novidade primordial), também, em nós!...
O que aconteceu em Pentecostes não foi o derramamento definitivo, conclusivo, total da graça messiânica do Espírito, mas o início desse derramamento. Aquele Espírito que – ainda que sempre estivera presente entre nós – “não havia sido dado porque Jesus ainda não havia sido glorificado” (cf. Jo 7, 37-39), agora, mediante o mistério pascal protagonizado por Jesus, é dado de uma maneira nova aos Apóstolos e à Igreja e, por intermédio deles, à humanidade e ao mundo todo.
Ele, que já fora primeiramente enviado como dom para o Filho que se fez homem, em Pentecostes vem em sua nova missão para consumar a obra do Filho. “Deste modo, será ele quem levará à realização plena a nova era da história da salvação”. (cf. Dominum et vivificantem – DeV n. 22).
Podemos dizer, pois, apropriadamente, que “os tempos que estamos vivendo são tempos da efusão do Espírito Santo” (cf. Catecismo da Igreja Católica – CEC, n. 2819).
Inseparáveis que são em sua natureza divina única, as pessoas divinas também são inseparáveis naquilo que fazem; isto é, sempre que age, Deus o faz trinitariamente.
“Contudo, cada pessoa divina opera a obra comum segundo a sua propriedade pessoal... e cada uma delas manifesta o que lhe é próprio na Trindade...” (cf. CEC, n. 258 e 266).
E o que seria próprio do operar do Espírito nestes momentos da história que constituem o seu tempo? Por quais sinais devemos, nós – Igreja congregada sob o impulso da Trindade – ansiar, em decorrência de sua presente missão entre nós (e em nós!)?
Nesta sua nova missão de nos revelar e comunicar a obra do Filho, o Espírito quer nos convencer de que Deus é Aba! Pai (Rm 8, 15), e que somos, em Cristo, irmãos (Rm 8, 16) e herdeiros da graça (Rm 8, 17); que Jesus Cristo é Senhor (I Cor 12, 3), que Nele encontramos a vida plena e verdadeira (Rm 8, 1-2) e que por isso precisamos dar testemunho desse Cristo, tarefa que não conseguimos realizar sem Seu poder (At 1, 5-8), sem Seu auxílio interior (Dei Verbum - DV, n. 5).
“O Espírito Santo, na sua misteriosa ligação de divina comunhão com o Redentor do homem, é quem dá continuidade à sua obra: ele recebe do que é do Cristo e transmite-o a todos, entrando incessantemente na história do mundo através do coração do homem” (DeV, n. 67).
Com uma fé expectante, pois, que se alinhe aos crescentes anseios da Igreja no último século por “um novo e perene Pentecostes” (conforme, por exemplo, o desejo de João XXIII, de Paulo VI, João Paulo II, e de Bento XVI...), precisamos entender que aquele Pentecostes histórico foi apenas o início de um derramamento diferenciado do dom do Espírito em nós e entre nós. Agora – diferentemente do que acontecia antes da glorificação de Jesus – o dom do Espírito é ofertado a todos (At 2, 37-39), vem para estar sempre presente em quem o acolhe (Jo 14,16), revelado como Pessoa (Jo 14, 26), conosco e em nós (Jo 14, 16-17), e não apenas de um modo natural, imanente, mas – pela graça do sacramento do Batismo – de maneira sobrenatural (I Cor 3, 16; 6, 20).
Pentecostes revela-se, assim, como o alvorecer de um novo tempo que nos oferece – como nunca – a possibilidade de um novo relacionamento, de um relacionamento mais íntimo e experiencial com a Pessoa do Espírito Santo, pois que nunca estivera Ele tão presente em nós – como dom – como está hoje. (No dizer de São Cirilo de Alexandria, “havia nos profetas uma iluminação riquíssima do Espírito Santo. Mas nos fiéis não há somente esta iluminação; é o próprio Espírito que habita e permanece em nós. Somos chamados o templo de Deus, coisa que jamais foi dita dos profetas”.)
Quando nossos bispos, reunidos em Aparecida para a V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe, nos convidam a “esperar um novo Pentecostes... uma vinda do Espírito...” (cf. Doc. de Aparecida, 362), e reconhecem que “necessitamos de um novo Pentecostes!” (cf. Doc. de Aparecida, 548), precisamos também nós todos abrirmo-nos de coração e mente a esse novo – e necessário! – derramamento, a essa nova – e possível! – efusão do Espírito (cf. CEC, 667), para que experimentemos de fato uma conversão pastoral (cf. Doc. Aparecida, 365-372) que nos predisponha a um renovado e autêntico impulso missionário, e assim “recobremos o ‘fervor espiritual’ (...), e recuperemos o valor e a audácia apostólicos” (cf. Doc. Aparecida, 552)...
Paulo VI, já em 1972, exortava-nos sobre a necessidade que tem a Igreja de um Pentecostes permanente. Na Carta Encíclica “Redemptoris Missio” (nº 92), João Paulo II nos ensinava: “Como os apóstolos depois da ascensão de Cristo, a Igreja deve reunir-se no Cenáculo “com Maria, a Mãe de Jesus” (At 1, 14), para implorar o Espírito e obter força e coragem para cumprir o mandato missionário. Também nós, bem mais do que os Apóstolos, temos necessidade de ser transformados e guiados pelo Espírito”.
Sua Santidade dizia ainda, em uma audiência proferida a 16 de outubro de 1974, preconizava ele: “Quisera Deus, que o Senhor aumentasse ainda uma chuva de carismas para fazer a Igreja fecunda, bonita e maravilhosa, capaz de impor-se inclusive à atenção e ao pasmo do mundo profano, do mundo laicizante” (...) “Se a Igreja souber entrar em uma fase de tal predisposição para uma nova e perene vinda do Espírito Santo, Ele, a “luz dos corações”, não demorará em entregar-se, para gozo, luz, fortaleza, virtude apostólica e caridade unitiva, de tudo enfim, de que hoje necessita a Igreja”. E, na Carta Apostólica “Tertio Millenio Adveniente” (nº 59), insistia ainda: “...Exorto os venerados Irmãos no Episcopado e as comunidades eclesiais a eles confiadas a abrirem o coração às sugestões do Espírito”...
Possa o Espírito Santo, por nossa sede e anuência, predispor nossos corações a um novo, fecundo e abundante derramamento de suas graças, e assim, dóceis às Suas inspirações, sejamos animados a, “com Seu poderoso sopro, levar nossos navios mar adentro, sem medo das tormentas, seguros de que a Providência de Deus nos proporcionará grandes surpresas” (cf. Doc. Aparecida, 551). Amém! Ver mais [+]
Por Reinaldo B. Reis
Podemos abordar o evento ocorrido naquele Pentecostes em que Deus cumpriu a promessa de dar inusitadamente o Espírito Santo sob dois diferentes pontos de vista:
- a partir de uma perspectiva histórica – em que Pentecostes deve ser considerado como um evento único, pontual, irrepetível;
- e a partir de uma perspectiva que leva em conta também os efeitos de Pentecostes – pelo qual devemos então considerar aquele evento como o início de uma nova era na economia da salvação, em que o Espírito Santo passa a estar presente não apenas no meio de nós – como, aliás, sempre esteve! – mas (essa sim é a novidade primordial), também, em nós!...
O que aconteceu em Pentecostes não foi o derramamento definitivo, conclusivo, total da graça messiânica do Espírito, mas o início desse derramamento. Aquele Espírito que – ainda que sempre estivera presente entre nós – “não havia sido dado porque Jesus ainda não havia sido glorificado” (cf. Jo 7, 37-39), agora, mediante o mistério pascal protagonizado por Jesus, é dado de uma maneira nova aos Apóstolos e à Igreja e, por intermédio deles, à humanidade e ao mundo todo.
Ele, que já fora primeiramente enviado como dom para o Filho que se fez homem, em Pentecostes vem em sua nova missão para consumar a obra do Filho. “Deste modo, será ele quem levará à realização plena a nova era da história da salvação”. (cf. Dominum et vivificantem – DeV n. 22).
Podemos dizer, pois, apropriadamente, que “os tempos que estamos vivendo são tempos da efusão do Espírito Santo” (cf. Catecismo da Igreja Católica – CEC, n. 2819).
Inseparáveis que são em sua natureza divina única, as pessoas divinas também são inseparáveis naquilo que fazem; isto é, sempre que age, Deus o faz trinitariamente.
“Contudo, cada pessoa divina opera a obra comum segundo a sua propriedade pessoal... e cada uma delas manifesta o que lhe é próprio na Trindade...” (cf. CEC, n. 258 e 266).
E o que seria próprio do operar do Espírito nestes momentos da história que constituem o seu tempo? Por quais sinais devemos, nós – Igreja congregada sob o impulso da Trindade – ansiar, em decorrência de sua presente missão entre nós (e em nós!)?
Nesta sua nova missão de nos revelar e comunicar a obra do Filho, o Espírito quer nos convencer de que Deus é Aba! Pai (Rm 8, 15), e que somos, em Cristo, irmãos (Rm 8, 16) e herdeiros da graça (Rm 8, 17); que Jesus Cristo é Senhor (I Cor 12, 3), que Nele encontramos a vida plena e verdadeira (Rm 8, 1-2) e que por isso precisamos dar testemunho desse Cristo, tarefa que não conseguimos realizar sem Seu poder (At 1, 5-8), sem Seu auxílio interior (Dei Verbum - DV, n. 5).
“O Espírito Santo, na sua misteriosa ligação de divina comunhão com o Redentor do homem, é quem dá continuidade à sua obra: ele recebe do que é do Cristo e transmite-o a todos, entrando incessantemente na história do mundo através do coração do homem” (DeV, n. 67).
Com uma fé expectante, pois, que se alinhe aos crescentes anseios da Igreja no último século por “um novo e perene Pentecostes” (conforme, por exemplo, o desejo de João XXIII, de Paulo VI, João Paulo II, e de Bento XVI...), precisamos entender que aquele Pentecostes histórico foi apenas o início de um derramamento diferenciado do dom do Espírito em nós e entre nós. Agora – diferentemente do que acontecia antes da glorificação de Jesus – o dom do Espírito é ofertado a todos (At 2, 37-39), vem para estar sempre presente em quem o acolhe (Jo 14,16), revelado como Pessoa (Jo 14, 26), conosco e em nós (Jo 14, 16-17), e não apenas de um modo natural, imanente, mas – pela graça do sacramento do Batismo – de maneira sobrenatural (I Cor 3, 16; 6, 20).
Pentecostes revela-se, assim, como o alvorecer de um novo tempo que nos oferece – como nunca – a possibilidade de um novo relacionamento, de um relacionamento mais íntimo e experiencial com a Pessoa do Espírito Santo, pois que nunca estivera Ele tão presente em nós – como dom – como está hoje. (No dizer de São Cirilo de Alexandria, “havia nos profetas uma iluminação riquíssima do Espírito Santo. Mas nos fiéis não há somente esta iluminação; é o próprio Espírito que habita e permanece em nós. Somos chamados o templo de Deus, coisa que jamais foi dita dos profetas”.)
Quando nossos bispos, reunidos em Aparecida para a V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe, nos convidam a “esperar um novo Pentecostes... uma vinda do Espírito...” (cf. Doc. de Aparecida, 362), e reconhecem que “necessitamos de um novo Pentecostes!” (cf. Doc. de Aparecida, 548), precisamos também nós todos abrirmo-nos de coração e mente a esse novo – e necessário! – derramamento, a essa nova – e possível! – efusão do Espírito (cf. CEC, 667), para que experimentemos de fato uma conversão pastoral (cf. Doc. Aparecida, 365-372) que nos predisponha a um renovado e autêntico impulso missionário, e assim “recobremos o ‘fervor espiritual’ (...), e recuperemos o valor e a audácia apostólicos” (cf. Doc. Aparecida, 552)...
Paulo VI, já em 1972, exortava-nos sobre a necessidade que tem a Igreja de um Pentecostes permanente. Na Carta Encíclica “Redemptoris Missio” (nº 92), João Paulo II nos ensinava: “Como os apóstolos depois da ascensão de Cristo, a Igreja deve reunir-se no Cenáculo “com Maria, a Mãe de Jesus” (At 1, 14), para implorar o Espírito e obter força e coragem para cumprir o mandato missionário. Também nós, bem mais do que os Apóstolos, temos necessidade de ser transformados e guiados pelo Espírito”.
Sua Santidade dizia ainda, em uma audiência proferida a 16 de outubro de 1974, preconizava ele: “Quisera Deus, que o Senhor aumentasse ainda uma chuva de carismas para fazer a Igreja fecunda, bonita e maravilhosa, capaz de impor-se inclusive à atenção e ao pasmo do mundo profano, do mundo laicizante” (...) “Se a Igreja souber entrar em uma fase de tal predisposição para uma nova e perene vinda do Espírito Santo, Ele, a “luz dos corações”, não demorará em entregar-se, para gozo, luz, fortaleza, virtude apostólica e caridade unitiva, de tudo enfim, de que hoje necessita a Igreja”. E, na Carta Apostólica “Tertio Millenio Adveniente” (nº 59), insistia ainda: “...Exorto os venerados Irmãos no Episcopado e as comunidades eclesiais a eles confiadas a abrirem o coração às sugestões do Espírito”...
Possa o Espírito Santo, por nossa sede e anuência, predispor nossos corações a um novo, fecundo e abundante derramamento de suas graças, e assim, dóceis às Suas inspirações, sejamos animados a, “com Seu poderoso sopro, levar nossos navios mar adentro, sem medo das tormentas, seguros de que a Providência de Deus nos proporcionará grandes surpresas” (cf. Doc. Aparecida, 551). Amém!

domingo, 18 de abril de 2010

A Música é instrumento de Deus!



A música é sem dúvida um instrumento de Deus, ela nos cura, nos liberta, nos acalma, renova nossa fé e nossa esperança. A música tem o poder de chegar no mais profundo e íntimo de nosso ser, podemos realmente sentir a presença de Deus através de uma música, e através dela também rezamos e entramos em contato mais íntimo com o Senhor. Simplicidade, oração e coerência. De onde começar? Quais as oportunidades que temos para evangelizar? Quantas oportunidades Deus nos deu para evangelizar por meio da música, mas as deixamos passar, porque ainda esperamos aquela... Sabe aquela oportunidade? Muitas vezes, nos acostumamos com as grandes coisas: missões, grupos lotados, muita gente aclamando e cantado a partir da nossa condução [musical].Não podemos nunca nos esquecer de que Deus, muitas vezes, nos dá oportunidades aparentemente bem pequenas, mas, nelas, podem estar guardadas grandes graças para nós ou para quem escuta aquilo que estamos tocando e/ou cantando. O inimigo de Deus coloca em nossos corações a tentação de nos animarmos muito com os grandes eventos e situações nas quais temos um som de grande potência, uma boa banda e um grande número de participantes, etc. Sim, devemos nos animar, mas devemos também, diante dessas oportunidades e dentro de nós, canalizar essa animação para a glória de Deus, agradecendo a Ele pela confiança e oportunidade.Infelizmente, caímos no sutil erro da empolgação e acabamos por viver toda essa alegria sozinhos, esquecendo-nos da batalha que existe por trás de tudo isso e ficamos vulneráveis à ação do inimigo; na mais grave das situações, barramos totalmente a graça, a cura e o milagre para aquele povo que nos escuta, ou para nós mesmos.Seja qual for a oportunidade que temos de exercer o nosso ministério, é um chamado que Deus nos faz. É um povo que espera, é uma batalha a ser travada e, já posso dizer, um inimigo a ser vencido ou até mesmo um meio do Senhor trabalhar nos nossos corações. Mas por trás de qualquer lugar aonde iremos tocar ou cantar, a nossa vida deve ser a primeira oportunidade de cantarmos. Por isso, devemos cantar com a vida e, para isso, precisamos ser, primeiramente, homens e mulheres de oração. Músicos ou musicistas, precisamos ser coerentes com o que cantamos e, aí sim, conseguiremos cantar a vida.Resumindo: simplicidade, oração e coerência. Se conseguirmos viver essas três palavras, com certeza, a última delas será abundante em nós: a unção.Volto à pergunta inicial: "De onde começar?". Começo da oportunidade que Deus me dá, com muita sabedoria e discernimento. Muitas vezes, ela é gradativa, outras vezes, é um grande susto para nós, além das nossas capacidades; outras vezes, as oportunidades desaparecem. Para cada um, Deus tem uma pedagogia, pois para Ele somos únicos. Deixo outra pergunta: "Qual a pedagogia de Deus para você? Por que Ele escolheu você como ministro de música da Sua Igreja?Deus abençoe você e o seu ministério!

Texto adaptado por Gabriella Leite. Original extraído do site: www.cancaonova.com



sábado, 17 de abril de 2010

Até que enfim chegou o dia!















Até que emfim chegou a noite de abertura de nosso grupo, foi uma noite muito esperada e com certeza sonhada por Deus. Noite de muito louvor e adoração, a presença de Jesus Sacramentado foi o ponto mais alto da nossa festa. Pessoas de vários grupos de oração do setor lagoa marcaram presença, também membros de grupos da paróquia Nossa Senhora do Pérpetuo Socorro viveram conosco esse momento de tanta graça, se fez presente também o coordenador diocesano da RCC (Moura) e muitas outras pessoas. Agradecemos a todos que escutaram o chamado de Deus através do orkut, de nosso blog,dos panfletos distribuidos. A presença de cada um foi muito importante para nós, essa festa foi abrilhantada por vocês. Temos certeza que o Senhor tem muito mais a fazer em nossos vidas, continuamos contando com a presença de cada um nas terças às 19:30 hrs na paróquia Nossa Senhora do Pérpetuo Socorro, no bairro do Vergel do Lago. Uma vez por mês estaremos fazendo um luovorzão com o Ministério de música Sacrário Vivo completo (Na segunda terça de cada mês).


A alegria do Senhor é nossa força!

domingo, 11 de abril de 2010

Dia da Misericórdia !



Quem pôde ir nesse domingo dia 11 de abril de ao Ginásio do Sesi, teve a oportunidade de desfrutar de um dia maravilhoso onde a misericórdia de Jesus foi derramada em abundância. No primeiro domingo depois da páscoa é comemorado o dia da Misericórodia, foi um pedido do próprio Jesus à Santa Faustina. E a arquidiocese de Maceió junto da Renovação Carismática Católica não podiam deixar passar esse dia de qualquer jeito. O encontro contou com a participação do Pe. Augusto e Sallete Ferreira da Comunidade Canção Nova. A palavra de Deus pra esse encontro foi reavivar a fé daqueles que estavam de alguma forma frios, distantes da misericórdia do Senhor. Jesus quer fazer muito mais por aqueles que crerem na Sua misericórdia. Precisamos reavivar o fogo do Espírito Santo que há em nós, vivermos nossa fé como de fato tem que ser, em Espírito e em Verdade. Não importa o que você tenha feito, Jesus é inteiramente misericórdia e lhe acolhe com amor de pai que espera seu filho pródigo retornar da vida de pecado.
"Deus Santo, Deus forte, Deus imortal tem de piedade de nós e do mundo inteiro"
Jesus eu confio em Vós!