Seja bem-vindo!

Que a paz de Jesus e o amor de Maria reine em seu coração!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Quem é esse Deus?



Nesta noite fiz uma linda experiência do amor de DEus ao assistir a missa pela canção nova,durante a homilia padre Roger pediu para o ministério de música cantar uma música em especial, nunca tinha escutado a mesma, mas quando o ministério começou a cantar eu senti uma paz muito grande, meus olhos se encheram de lágrimas, e pude sentir o amor de um Deus que se entregou por nós, que disse seu sim pra cada um de nós, que nos dá uma nova chance de salvação a cada dia. E hoje você também vai dizer seu sim a esse DEus?
Faça também uma linda experiência com essa música da comunidade Shalom (Quem é esse Deus?), escute fazendo dela sua oração e saíba quem é esse Deus.

A paz a todos!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Não perca o encanto pela vida

Viver é uma aventura, e, diga-se de passagem, uma aventura muito bela. Descobrem a beleza da vida, as almas que nunca perdem o encanto e a ternura diante de cada novo dia e de cada nova experiência.



Enche-se de leveza e alegria o coração que nunca perde a novidade e que enfrenta as realidades, a cada dia, como se tudo fosse novo, encantando-se diante da criação e diante da beleza presente nos detalhes do existir. Ao contrário, quem perdeu o encanto com a vida e a enxerga com ares de "hora extra", acreditando já ter contemplado tudo o que ela tem a oferecer, acaba por conceber a existência como um peso, como realidade opaca e destituída de significado.



Uma das piores coisas do mundo, pior até que "dor de dente", é conviver com alguém que se cansou de viver, que vê a vida de maneira distorcida e negativa, em virtude das marcas que o passado lhe acrescentou... Quem fica com os olhos fixados no passado se torna incapaz de ver o presente. E quem não o vê está morto. Não existe maior expressão de morte para alguém do que deixar de enxergar o mundo e o presente, como se fosse a primeira vez...



Que as dores – que vivemos – não nos roubem o olhar de esperança diante de cada situação.



Nosso presente é o presente que Deus nos entrega, e cabe a nós, com o auxílio e a graça d'Ele, reconstruir, no hoje, as belas e originais ilustrações e formas de nossa história.



Fomos criados para a felicidade, independentemente do nosso passado e das dores que vivenciamos. Ser feliz não é viver sem sofrimentos, mas é saber crescer com estes, não permitindo que eles nos aprisionem.



Não existe realização sem luta e desafio. Quem luta por sua felicidade já a alcançou, é apenas uma questão de tempo. É possível ser feliz no hoje. A felicidade é sempre uma real possibilidade, depende apenas da forma como enxergamos a vida.



Nunca desista de lutar pela vida e por seus sonhos, saiba que você é muito mais do que seu passado e suas escolhas erradas. Creia que hoje, agora, é o momento ideal para ser feliz!


Fonte: www.cancaonova.com

sábado, 13 de novembro de 2010

Rumo ao Altar - Toca de Assis ♪♫





Escute e reze com essa linda música da Toca de Assis, faça essa linda experiência com Jesus sacramentado!

Animação na Santa Missa da Padroeira



No último dia 09/11 o grupo de oração Sacrário Vivo e São Pedro animaram a missa junto com o Ministério Maranatha, foi uma linda noite com a participação de toda a paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Agradecemos a parceria do Ministério Maranatha e a todos que beberam dessa graça junto conosco!

Deus abençoe a todos!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Festa da Padroeira



A partir do dia 05 de novembro de 2010 até o dia 15 nossa paróquia estará em festa, comemorando Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Será uma linda festa com a Santa missa todos os dias, shows externos, barracas com doces e salgados deliciosos, bingo, muita festa para comemorar nossa padroeira. O grupo Sacrário Vivo estará animando a missa no dia 09/11 e dia 07/11 na festa externa. Venha participar conosco dessa festa tão linda, nossa fé expressa em gestos concretos.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Renovados pelo Espírito Santo


Com a ação do Espírito Santo em nós, somos capazes de viver a Lei, ou seja, os mandamentos, a Palavra de Deus, sem que isso seja para nós um sacrifício. É o Espírito Santo que tira de nós um coração depedra e nos dá um coração de carne, capaz de acolher a Palavra de Deus (Ez 36).
"Pelo Espírito Santo, o ser humano é capaz de acolher e viver a Lei de Deus, pois Ele é o princípio de renovação interior que nos capacita. O que era impossível pela Lei torna-se possível pelo Espírito. Como norma exterior, a lei não tem poder de transformar o coração humano. Pelo Espírito fazer a vontade de Deus não é mais um peso para o crsitão" (Pe. Léo) .
É o Espírito Santo que renova, que atualiza em nossa coração a palavra de Jesus, foi o próprio Cristo quem falou que mandaria o Paráclito que nos faria lembrar de toda Sua Palavra.è preciso pedir a efusão do Espírito para compreender a vontade de Deus para nossa vida. É o Espírito Santo que renovba os dons que recebemos em nosso batismo, os dons de santificação e derrama sobre nós novos dons, como os de ciência, profecia, línguas entra outros.
O Espírito de Deus vemn auxília de nossas fraquezas, Ele é o nosso intercesso, quando não temos mais palavras para rezar é o próprio Espírito que reza em nós com gemidos inefáveis (Rm 8,26). É preciso pedir o dom de orar em línguas, pois o Espírito pede aquilo que é necessário para nós, para nossa santificação e salvação. É o Espírito santo que coloca em nós o gosto pelo oração, quando nos abrimos à Sua ação em nós, a oração deixa de ser uma obrigação e passa a ser um prazer.
A Palavra de Deus nosa orienta a orar em toda circunstância, no Espírito (Ef 6,18).É preciso pedir essa água viva sobre nós , sobre nossa vida, nosso coração. Essa água que limpa, que purifica, precisamos ser cheios do Espírito Santo e para isso basta pedir, abrir as portas do coração, dar livre acesso e Ele nos inundarácom seus dons. É necessário descobrir a cada dia esse novo que está dntro de nós, pedir a cada dia a renovação do nosso batismo, para não cairmos na rotina.
Só seremos pessoas novas, a medida que permitirmos que o Espírito Santo lave o nosso coração, só assim romperemos com o passado de pecado. E assim como faziam os apóstolos nós também precisamos impor as mãos uns sobre os outros pedindo esse batismo: " Imporão as mãos sobre os enfermos e eles ficarão curados" . Jesus dizia : Quem tem sede venha a mim e beba. Ele quer nos dá essa água viva do Seu Espírito, é só querer, que o Senhor saciará nossa sede. Se nos acharmos fortes demais o Espírito não pode vir em nosso auxílio, pois Ele só age em nossa fraqueza, se somos fracos podemos ser cheios do Espírito , o segredo está na humildade, só assim teremos vida plena no Espírito.
O Espírito Santo habita em nós, mas Ele só agirá em nós se permitimos, e só produzirá seus frutos em nós ao abrirmos o coração, frutos de amor, de paz, de esperança, de acolhimento.
Você é um Sacrário Vivo onde habita o Espírito Santo, se akegre em Deus por essa notícia!



Deus lhe abençoe!


Texto: Gabriella Leite (Ministério de música Sacrário Vivo) , à partir do livro: Renovados pelo Espírito Santo( Pe. Leo, SJC).

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

A Palavra de Deus

















"Guardamos a palavra do Senhor e não renegamos o seu nome" (Ap 3,8).


Setembro é o mês da Bíblia, e nós sugerimos a você fazer uma linda experiência com a Palavra de Deus, Palavra essa como nos disse São Paulo: "...viva e eficaz e mais penetrante que uma espada de dois gumes." (Hb 4,12).
A palavra de Deus é o fundamento da nossa caminhada. As Sagradas Escrituras nos levam a mergulhar no Mistério Divino, nos guia e ajuda a discernir as intenções do nosso coração.
Se prestarmos atenção ao que diz o Papa em relação a nossa evangelização, para que ela seja eficaz, devo alimentar-me pela palavra de Deus. O alimento é algo fundamental ao ser humano e trazendo isso para a visão espiritual, alimentar-se pela palavra é essencial à alma. Se faltar a Palavra de Deus em nossa vida , nossa evangelização não será eficaz, nossa vida não terá um direcionamento. São Jerônimo dizia: " Quem não conhece as Escrituras, não conhece a potência de Deus nem Sua sabedoria. Ignorar as Escrituras significa ignorar a Cristo".
No comprisso de evangelizar, levamos as pessoas a terem um encontro pessoal com Cristo, a conhecerem esse Deus imenso. Mas como vamos fazer os outros conhecerem alguém que nós mesmos não conhecemos? Pois só na Palavra de Deus podemos conhecer Jesus e seus ensinamentos. Pois Jesus é a própria Palavra e ao entrar em contato com a Palavra de DEus entramos em intimidade com o próprio Deus.

Boa leitura, boa vivência da palavra!


Texto: Gabriella Leite (Ministério de Música- Grupo de Oração Sacrário Vivo)

Grupo de Oração: lugar de um contínuo Pentecostes

Vale a pena ver o vídeo e sentir o gostinho da experiência que fazemos em participar de um grupo de oração da RCC, venha também participar conosco, o grupo de oração Sacrário Vivo se reuni toda terça às 19:30 hrs, na Paróquia Nossa Senhora do Pérpetuo socorro, no Vergel do Lago.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Davidson Silva . (Música: Amar-te Mais)



Uma música de amor e adoração ao nosso Deus, quem canta reza duas vezes, faça sua oração com a letra dessa música. Fica na paz e na graça!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Mais uma noite de bençãos


































Mais uma noite de muitas bençãos em nosso encontro dessa terça-feira dia 24 de agosto de 2010, noite em que Deus falou forte ao nosso coração em transformamos nossa fé em atitudes concretas, Ele nos fez a promessa: Eis que faço nova todas as coisas. Agora só é preciso tomar posse dessa palavra e vivermos como pessoas que seguem Jesus Cristo e não segundo a vontade desse mundo.
Venha você também participar conosco, todas as terças às 19:30 hrs, na Paróquia N. Senhora do Pérpétuo Socorro, no Vergel do Lago. Você é muito bem vindo(a)!
Deus te espera!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Dia dos Padres



Hoje dia 04 de agosto a Igreja comemora o dia dos sacerdotes. Não poderíamos ficar de fora dessa homenagem a esses homens que largaram suas casas, suas famílias, projetos de vida para seguirem Jesus Cristo e levar sua boa nova a todas as criaturas, homens que se consagraram a uma causa nobre, que através do Sacramento da ordem se tornam a pessoa de Cristo aqui na terra, sem os padres não poderíamos receber Jesus na Santa Eucaristia.
Vamos hoje fazer nossas oraçõas por todos os padres espalhados pelo mundo, que Jesus os alcance sempre com sua misericórdia e os mantenham sempre fiéis a Igreja. Amém!

Promoção Humana com os Idosos
























































No dia 01/08/2010 nosso grupo de oração promoveu uma ação com os idosos em nossa paróquia (Nossa Senhora do Pérpetuo Socorro). Foi uma manhã de muita alegria que começou com um café da manhã ,teve como sequência muita oração,louvor, palestras, exercícios físicos, medição de pressão e glicemia, cortes de cabelo. Com todos os ministérios em ação, veja algumas fotos. O grupo de oração Sacrário Vivo leva as pessoas a terem um encontro pessoal com Jesus também nas ações concretas. Obrigada a todos que participaram, os voluntários e os servos do grupo!
Obrigada Senhor Jesus por nos dá a graça mais uma vez de levar-Te aos mais necessitados de Tua presença! Amém!


quinta-feira, 22 de julho de 2010

Pra Que Sofrer?




Você já pode ter ouvido, várias pessoas falarem: "Jesus te ama", "Vocé é um filho muito amado". Aí você pensa: "Deus me ama tanto e minha vida não muda, continuo sofrendo tanto. Que Deus é esse que me ama e não transforma meu sofrimeno em alegria?
Aí eu te digo meu irmão: Jesus não prometeu que a passagem por esse mundo seria fácil, nem a Dele Foi, pelo contrário, Ele foi muito sincero quando falou: "Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.Jo(16,33)".
Nesse mundo ninguém estará livre da dor, do sofrimento, das tribulações, tudo isso faz parte do mundo em que vivemos, a pátria celeste não é aqui, felicidade plena só no céu experimentaremos. Mas isso não significa que aqui você só viverá sofrendo, já podemos sim vivenciar um pedacinho do céu aqui na terra se estivermos em comunhão com Cristo, esse mesmo Deus que nos ama, que nos criou e nos deu dignidade de filhos,dignidade essa que ninguém pode tirar de nós.
Você realmente é um filho muito amado de Deus e Ele só quer o teu bem, pois Deus é amor e quem ama não pode querer o mal do outro. Cuidado! Pois muita vezes atraímos o mal pra nossa vida com nossas escolhas erradas, com o nosso jeito de viver, por achar muitas vezes que damos conta do recado sozinhos e não precisamos de Jesus.
E se você pensar igual aquele jovem que interpelou Jesus dizendo que já faz tudo certinho, já cumpre todos os mandamentos o Senhor vai falar que ainda faltará alguma coisa, então você vai sair triste e sofrendo como saiu aquele jovem. Aí te pergunto: Um pai leva seu filho pra tomar uma vacina, mesmo sabendo que ele irá chorar pois vai doer aquela agulha entrando em sua pele,mas o pai sabe que aquela mesma vacina que lhe causou dor naquele momento irá lhe livrar de um mal muito maior.Esse pai ama ou não seu filho?
Assim também o Senhor faz conosco, ás vezes precisamos passar por momentos de dor pra crescermos, para nos tornar melhores, estamos em processo continuo de aprendizado, ninguém está pronto, assim como aquele jovem também não estava pronto.
Tenha sempre está certeza em seu coração: Jesus te ama demais e estará sempre contigo na alegria ou no sofrimento. Ele é teu verdadeiro amigo.


Oremos juntos:

Jesus dái-me a graça de adorar-te sempre na alegria ou na dor, que eu nunca me afaste da Tua presença e que eu nunca caia na tentação de achar que não me amas.
Amém!




Gabriella Leite (Ministério Sacrário Vivo)

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Um Coração Aberto


A lei de Moisés indicava obrigações , mas não promovia uma mudança de coração. Para que os mandamentos sejam praticados por nós é preciso um coração novo, aberto, disposto a acolher o amor de Deus. O profeta Ezequiel já alertou para o que aconteceria: "Dar-vos-ei um coração novo e introduzirei em vós um espiríto novo: arrancarei do vosso peito o coração de pedra e vos darei um coração de carne...".


Assim Jesus estabelece a nova aliança nos dando o Espírito Santo que nos faz agir por amor e não por obrigação. A plenitude da Lei está em agir por amor. Dessa forma nasce a Igreja, da descida do Espírito Santo que fazendo os apostólos renascerem do alto, proclamarem a boa nova da salvação, com o espírito destemido, audacioso. A Igreja primitiva dá resposta à graça derramada por Deus através do Seu Espírito Santo e sai anunciando o evangelho, mas pra isso os apóstolos abriram o coração para o novo que Jesus oferecia. A Igreja já nasceu universal (Católica), assim é confirmado em Atos dos Apóstolos: "...pardos, medos, elamitas..." ( At 2, 9-11).


Assim se confirma que todos nós somos filhos do mesmo Pai e desafiados a dar a mesma resposta e abrirmos o coração à vontade do Senhor. Nós leigos participantes dessa universalidade somos chamados através do batismo no Espírito Santo a anunciar as maravilhas de Deus e fazer Jesus conhecido onde ainda não O é. Só é preciso lembrar que, sem o Espírito Santo nada podemos fazer, só pela Sua ação em nós poderemos proclamar que Jesus é o Senhor, 1 Cor (12,3). É Ele quem nos ensinará todas as coisas , Jo(14, 26). Mas para isso é preciso um coração que acolha o Espírito de Deus.




Que o Senhor Jesus nos dê um coração de carne, aberto aos seus ensinamentos, para que possamos renascer do alto, e que possamos praticar com alegria e satisfação os Seus madamentos!



Gabriella Leite (Ministério de Música Sacrário Vivo).

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Noite de Adoração e Homenagem as Mães.



Segunda terça-feira do mês o grupo de oração Sacrário Vivo se reune numa noite de muita alegria e adoração com a animação do Ministério de Música Sacrário Vivo e todo o povo de Deus que vem para adorar e agradecer ao Senhor exposto no Santíssimo Sacramento. Na noite do dia 11 de maio muitas graças foram derramadas em nosso meio, foi uma noite muito alegre, onde as mães receberam homenagens do grupo, e a presença do Santíssimo realizou curas e libertações em nossos corações. Agradecemos a presença de todos, e contamos com a fidelidade de cada um, todos vocês já são Sacrário Vivo conosco! Nossa meta é levar mais e mais pessoas a experimentarem o amor de Jesus, somos apenas instrumentos, o Senhor é quem age em nós.

O Senhor te espera todas as terças-feiras, aqui na Paróquia Nossa Senhora do Pérpetuo Socorro, no Vergel do Lago, às 19:30 hrs.

Venha e traga mais um!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Jovem e o Desafio da Castidade


O filósofo francês, católico, Paul Claudel, disse certa vez que : “a juventude não foi feita para o prazer, mas para o desafio”. Que frase linda! De fato, o que engrandece a vida de um jovem é ele ter um ideal na vida e saber enfrentar os desafios para realizá´lo. Se você quer um dia construir uma família sólida, um casamento estável e uma felicidade duradoura, então precisa plantar hoje, para colher amanhã. Ninguém colhe se não semear. Na carta aos gálatas, São Paulo diz: “De Deus não se zomba. O que o homem semeia, isto mesmo colherá.”(Gl 6,7) No início da minha adolescência, foi´me colocado nas mãos, um grande livro, chamado O Brilho da Castidade, de Monsenhor Tiamer Toth. Nos meus 13 anos eu li aquelas páginas e me encontrei com a grandeza dessa bela virtude.

E o que mais me atraía para ela era exatamente o “desafio que representava” para um jovem, que começa a viver nesta fase, o fogo das paixões. Não me esqueço daquela frase do Monsenhor, que dizia: “Se eu tivesse que dar uma medalha de ouro a um general que ganhou uma guerra, ou para um jovem que vive a castidade, eu a daria para esse último”. Eu disse, para mim mesmo: ´eu quero esta Medalha!´ A tal ponto fiquei entusiasmado com a beleza e o desafio da castidade, que tomei a decisão de vivê´la; isto é, ter vida sexual apenas no casamento; “nem antes dele e nem fora dele”. E não me arrependo, pelo contrário! Sou grato aos que me ensinaram a vivê´la. Depois de mais de trinta anos, hoje casado e com cinco filhos, vejo o quanto aquela decisão foi importante na minha vida. Nos Encontros de casais e de família, por este Brasil a fora, não me canso de repetir o quanto isto foi fundamental para a felicidade do meu casamento, do meu lar e dos meus filhos. Entre as muitas vantagens que o livro apontava, ressaltava a importância do “auto´domínio” sobre as paixões e más inclinações do coração de um jovem, preparando´o, com têmpera de aço, para ser um verdadeiro homem, e não um frangalho humano que se verga ao sabor dos ventos das paixões. Dizia o autor que “ser homem não é dominar os outros, mas dominar´se a si mesmo”. E que, se o jovem não se exercitasse na castidade antes do casamento, depois de casado não teria forças para ser fiel à sua esposa ou a seu marido.Tudo aquilo me encantava e desafiava ... Além disso, ensinava Tiamer Toth, que a castidade era garantia de saúde para o jovem, tônico para o seu pleno desenvolvimento físico e mental, dissipando todas as mentiras de que a vida sexual é necessária antes do casamento. Alguns anos depois, lendo o belo livro de João Mohana, A vida sexual de solteiros e casados, pude confirmar todas essas vantagens da castidade para a saúde do jovem, seja em termos de vigor físico e mental, seja em termos de prevenções às doenças venéreas; e, hoje, especialmente a AIDS. Os homens e mulheres que mais contribuíram para o progresso do ser humano e do mundo, foram aqueles que souberam dominar as suas paixões, e, sobretudo viver a castidade. Fico impressionado de observar como têm vida longa, por exemplo, a maioria dos nossos Bispos católicos, e tantos sacerdotes que sempre guardaram com carinho a castidade. Se ela fosse prejudicial à saúde, não teríamos tantos bispos, padres e freiras, tão idosos, felizes e equilibrados. Você já ouviu falar que algum deles colocou fim à própria vida, por infelicidade? Não. Vivem a vida toda servindo a Deus com alegria, e vivem longos anos.

Depois das décadas de 60 a 80, que tristemente quiseram sepultar a castidade, vemos hoje ela ressurgir com todo o seu vigor e brilho, exatamente na hora da angústia da AIDS. O mundo todo redescobre o seu grande valor. Para dar apenas um exemplo dessa “contra´revolução sexual ” cito o caso de milhares de jovens americanas, de 13 a 21 anos, do movimento True Love Waits (O Verdadeiro Amor Espera), lançado em 1994 na cidade de Baltimore, capital do estado de Maryland, Estados Unidos, as quais prometeram, por escrito, manter´se virgens até o dia do casamento. O pacto que assumiram diz o seguinte: “Acreditando que o verdadeiro amor espera, eu me comprometo diante de Deus, de mim mesma, minha família, meu namorado, meu futuro companheiro e meus futuros filhos a ser sexualmente pura até o dia em que entrar numa relação de casamento” (Jornal do Brasil, Ana Maria Mandin, 12/03/94). Este forte movimento, segundo seus líderes, atingiu 500 mil assinaturas até 29 de julho/94, quando foi realizada uma marcha de jovens a Washington. Esta campanha já espalhou pelo mundo todo. É relevante observar, o que disse Chip Alkford, um dos líderes do movimento: “Nunca pensamos que os jovens se interessariam tanto numa época em que a sociedade estimula a iniciação sexual cada vez mais cedo e quem não segue a onda é considerado esquisito”. Este exemplo não é único, e mostra o renascer da castidade. Quando o Papa João Paulo II esteve nas Filipinas, em janeiro de 1995, na “Jornada Mundial da Juventude”, houve uma concentração de 4 milhões de pessoas para participar da missa que ele celebrou em Manila. Nesta ocasião um grupo de cincoenta mil jovens entregou ao Papa um abaixo assinado se comprometendo a viver a castidade. Que maravilha! Que maravilhoso exemplo a mostrar que o Santo Padre está certo em seus ensinamentos sobre a necessidade de se falar aos jovens sobre a beleza e grandeza da castidade. Ela é a virtude que mais forma homens e mulheres de verdade, de acordo com o desejo de Deus, e os prepara para constituir famílias sólidas, indissolúveis e férteis. O homem não é apenas um corpo; tem uma alma imortal, criada para viver para sempre na glória de Deus. Isto dá um novo sentido à vida. Não fomos criados para nos contentarmos apenas com o prazer sexual passageiro. Fomos feitos para o Infinito, e só em Deus satisfaremos plenamente as nossas tendências naturais. Desgraçadamente a nossa sociedade promove hoje o sexo acintoso, sem responsabilidade e sem compromisso, e depois se assusta com as milhões de meninas grávidas, estupros, separações, adultérios, etc. É claro, quem planta ventos, colhe tempestades. Vemos hoje, por exemplo, esta triste campanha de prevenção à AIDS, através do uso da “camisinha”. De maneira clara se passa esta mensagem aos jovens: “pratiquem sexo à vontade, mas usem o preservativo.” Isto é imoral e decadente.

Será que não temos algo melhor para oferecer, principalmente, aos jovens? A moral e a ética exigem ensinar aos jovens o auto´controle de suas paixões, vencer a AIDS pela castidade, e não pelo uso vergonhoso da “camisinha”, que incentiva ainda mais a imoralidade. O Papa João Paulo II assim se expressou sobre a “camisinha”: “Além de que o uso de preservativos não é 100% seguro, liberar o seu uso convida a um comportamento sexual incompatível com a dignidade humana...O uso da chamada camisinha acaba estimulando, queiramos ou não, uma prática desenfreada do sexo ... O preservativo oferece uma falsa idéia de segurança e não preserva o fundamental” (PR, nº 429/1998, pág. 80). A Organização Mundial da Saúde (OMS) já avisou que os preservativos não impedem totalmente a contaminação do vírus, uma vez que esses são muitíssimos menores que os poros do látex de que são feitas as camisinhas. A revista Seleções (dezembro de 1991, oo. 31´33), trouxe um artigo do Dr. Robert C. Noble, condensado de Newsweek de Nova Iorque (1/4/91), que mostra como é ilusória a crença no tal “sexo seguro” com a camisinha. A pesquisadora Dra. Susan C. Weller, no artigo A Meta´Analysis of Condom Effectiveness in Reducing Sexually Transmitted HIV, publicado na revista Social Science and Medicine, (1993, vol. 36, issue 12, pp. 1635´1644), afirma : “Presta desserviço à população quem estimula a crença de que o condom (camisinha) evitará a transmissão sexual do HIV. O condom não elimina o risco da transmissão sexual; na verdade só pode diminuir um tanto o risco”. “As pesquisas indicam que o condom é 87% eficiente na prevenção da gravidez. Quanto aos estudos da transmissão do HIV, indicam que o condom diminui o risco de infecção pelo HIV aproximadamente em 69%, o que é bem menos do que o que normalmente se supõe” (PR, nº 409/1996, pp. 267´2274). Isto significa que, em média, três relações sexuais com camisinha têm o risco equivalente a uma relação sem a camisinha. Convenhamos que é um alto risco, já que a AIDS não tem cura ainda. É como uma “roleta russa”. Pesquisas realizadas pelo Dr. Richard Smith, um especialista americano na transmissão da AIDS, apresenta seis grandes falhas do preservativo, entre as quais a deterioração do látex devido às condições de transporte e embalagem. Afirma o Dr. Richard que : “O tamanho do vírus HIV da AIDS é 450 vezes menor que o espermatozóide. Estes pequenos vírus podem passar entre os poros do látex tão facilmente em um bom preservativo como em um defeituoso” (Richard Smith, The Condom: Is it really safe saxe?, Public Education Commitee, Seattle, EUA, junho de 1991, p. 1´3). O Dr. Leopoldo Salmaso, médico epidemiologista no Hospital de Pádua, na Itália, afirma que : “O preservativo pode retardar o contágio, mas não acabar com ele” (idem). A Rubler Chemistry Technology, Washington, D.C., junho de 1992, afirma que : “Todos os preservativos têm poros 50 a 500 vezes maiores que o vírus da AIDS”. Vemos, portanto, que é irresponsável, cientificamente, dizer que a camisinha garante o “sexo seguro”. O pior, ainda, é que esta falsidade vem acompanhada de um estímulo ao “sexo livre”, sem responsabilidade e sem compromisso, o que o faz promíscuo e vulgar. Infelizmente hoje a maioria das escolas apresenta uma “educação sexual”, que não passa de informações genitais, e liberação de todos os “tabus” da religião; em outras palavras, ´vamos dar vazão livre aos instintos sexuais´. Ora, longe de ser isto educação sexual, é pura deseducação sexual. Quando falou da educação sexual, assim se expressou o Papa João Paulo II, na Carta às Famílias(1994): “A educação sexual, direito e dever fundamental dos pais, deve fazer´se sempre sob a sua solícita guia, quer em casa quer nos centros educativos escolhidos ... Neste contexto é absolutamente irrenunciável a “educação para a castidade” como virtude que desenvolve a autêntica maturidade da pessoa e a torna capaz de respeitar e promover o ‘significado nupcial' do corpo”.

“Por isso a Igreja opõe´se firmemente a uma certa forma de informação sexual, desligada dos princípios morais, tão difundida, que não é senão a introdução à experiência do prazer e um estímulo que leva à perda – ainda nos anos da infância – da serenidade, abrindo as portas ao vício” (FC, 37). “O conhecimento deve conduzir a educação para o autocontrole: daqui a absoluta necessidade da castidade e da permanente educação para ela. Segundo a visão cristã, a falta de estima pela sexualidade humana: ela significa antes a energia espiritual que sabe defender o amor dos perigos do egoísmo e da agressividade e sabe voltá´lo para a sua plena realização” (FC, 33). Educação sexual é educação para a castidade. O resto é incitar ao sexo fora de hora e fora de lugar. Mas infelizmente, também nós católicos, por terrível omissão, permitimos que fosse arriada a bela bandeira da castidade. Ficamos mudos e calados diante de uma sociedade hedonista que nos impôs, goela abaixo, os horrores de um “sexo´livre”, devasso e pervertido, destruidor do matrimônio e da família. Certa vez disse o grande papa Leão XIII que “a audácia dos maus se alimenta da covardia dos bons”. Isto nunca foi tão verdadeiro quanto à nossa omissão na defesa da castidade e da virgindade. Nossos jovens cresceram sem receber a menor informação sobre o “brilho” da virtude da pureza; e, por isso hoje, quase sem culpa, estão encharcados de sexo vazio. O fruto amargo desta “cultura” do “amor livre”, da distribuição de camisinhas, e da liberação sexual, são, como disse o Papa João Paulo II, aqui no Brasil, as milhões de crianças que estão por aí, “órfãs de pais vivos”. Você, jovem, não foi feito para o prazer, mas para o desafio! Nada enobrece tanto a vida de um jovem quanto vencer um desafio, especialmente no campo da moral e do seu aprimoramento espiritual. O remédio contra a impureza é a castidade. Para a nossa sociedade ela cheira “bolor”, mas é preciso lembrar´lhe que foi do bolor que Alexandre Fleming, descobriu a penicilina que salvou tantas vidas. Nada tem sido tão prejudicial aos jovens, às famílias, e à nação, quanto o propagado “sexo livre” ou “amor livre”. Por esta via, a família vai à destruição, os pais se separam e os filhos se tornam carentes do seu amor. Sabemos, como dizia John Spalding, que “as civilizações não perecem por falta de cultura e de ciência, mas por falta de princípios morais”. Um homem só é digno deste nome quando aprende a submeter o seu corpo e os seus instintos à sua vontade.

A luta cristã contra a impureza exige que se fuja de toda ocasião de pecado. Sabemos que “a ocasião faz o ladrão”, e aquele que brinca com o perigo nele perece. Se você, jovem, quer se manter puro e casto antes do casamento, terá que fugir de toda ocasião que possa excitar a paixão: livros, revistas, filmes eróticos, bem como, no namoro, toda ocasião que possa propiciar uma vivência sexual precoce. O namoro não é o tempo de viver as carícias matrimoniais, pois elas são o prelúdio do ato sexual, que não deve ser realizado no namoro. O que precisa haver entre os namorados é carinho, não as carícias íntimas. Além disso será preciso, para todos, solteiros e casados, o auxílio da graça de Deus; para os solteiros, a fim de que não vivam o sexo antes do casamento; para os casados, a fim de serem fiéis um ao outro. É grande a recompensa daquele que luta bravamente para manter a própria pureza. Jesus disse que esses são bem´aventurados (felizes) porque verão a Deus. (Mt 5,8) Um jovem casto é um jovem forte, cheio de energias para sua vida profissional e moral. É na luta para manter a castidade que você se prepara para ser fiel à sua esposa amanhã. A grandeza de um homem não se mede pelo poder que possui de dominar os outros, mas pela capacidade de dominar a si mesmo. Esta sempre foi a coluna que manteve de pé as civilizações e os grandes homens, e hoje, também, precisa ser resgatada e preservada, sob pena de vermos perecer a nossa civilização. Nossa humanidade hedonista, amante do prazer, a qualquer custo, ri da castidade e da virgindade, e por isso paga um preço caro pela devassidão dos costumes. Para reerguer esta sociedade será preciso resgatar esses valores que nunca envelhecem. Vale a pena refletir um pouco no que dizia o Mahatma Ghandi, o célebre indiano hindu, que não era católico, que libertou a India da Inglaterra, pela força da não´violência. Ele dizia: “A castidade não é uma cultura de estufa... A castidade é uma das maiores disciplinas, sem a qual a mente não pode alcançar a firmeza necessária”. Gandhi amou tanto a castidade que alterou até a sua vida conjugal. “Sei por experiência que, enquanto considerei minha mulher carnalmente, não houve entre nós verdadeira compreensão. O nosso amor não atingiu o plano elevado ... No momento em que disse adeus a uma vida de prazeres carnais, todas as nossas relações se tornaram espirituais“. Depois dos quarenta anos, Ghandi não teve mais vida sexual, nem mesmo com a esposa. Embora este pensamento não esteja plenamente de acordo com a moral católica, no entanto, mostra o valor imenso da castidade para um homem que não era batizado. Ele ainda dizia: “A vida sem castidade parece´me vazia e animalesca”. “Um homem entregue aos prazeres perde o seu vigor, torna´se efeminado e vive cheio de medo.

A mente daquele que segue as paixões baixas é incapaz de qualquer grande esforço”. A castidade longe de ser uma prisão, ao contrário, abre cada vez mais as portas da verdadeira liberdade. Só compreende isto quem a vive. Só é livre quem se possui. Para haver a castidade nos nossos atos, é preciso que antes ela exista em nossos pensamentos e palavras. Jamais será casto aquele que permitir que os seus pensamentos, olhos, ouvidos, vagueiem pelo mundo do erotismo. É por não observar esta regra que a maioria pensa ser impossível viver a castidade. Meu caro jovem, se você quiser no futuro formar uma família feliz, então comece agora, por você mesmo; e, contra tudo e contra todos que lhe oferecem o sexo vazio e fácil, antes do casamento, viva a castidade. Garanto´lhe que vale a pena, pois eu vivi isto. Eu tive que lutar muito também para chegar inteiro ao meu casamento; mas hoje, vinte e oito anos depois, ao lado de uma esposa fiel, cinco filhos saudáveis e um lar feliz, eu posso dizer´lhe que vale a pena. O jovem e a jovem cristãos terão que lutar muito para não permitir que o relacionamento sexual os envolva e abafe o namoro. Alguns querem se permitir um grau de intimidade “seguro”, isto é, até que o “sinal vermelho seja aceso”; aí está um grave engano. Quase sempre o sinal vermelho é ultrapassado, e muitas vezes acontece a gravidez e outras coisas. Um namoro puro só será possível com a graça de Deus, com a oração, com a vigilância e, sobretudo quando os dois querem se preservar um para o outro. Será preciso então, evitar todas as ocasiões que possam facilitar um relacionamento mais íntimo. O provérbio diz que “a ocasião faz o ladrão”, e que, “quem brinca com o perigo nele perecerá”. É você quem decide o que quer. Se você sabe que naquele lugar, naquele carro, naquela casa, etc., a tentação será maior do que as suas forças, então fuja destes lugares; esta é uma fuga justa e necessária. É preciso lembrar as moças, que o homem se excita principalmente pelos olhos. Então, cuidado com a roupa que você usa; com os decotes, com o comprimento das saias... Não ponha pólvora no sangue do seu namorado se você não quer vê´lo explodir. Muitas vezes as namoradas não se dão conta disto. Para a mulher a excitação se dá muito mais por palavras, gestos, fantasias, romances; mas para o homem, basta uma roupa curta, um decote, um cruzar de pernas aparentes, e muita adrenalina será injetada no seu sangue... Não provoque seu namorado. Além de tudo isso, se somos cristãos, temos que obedecer e viver o mandamento de Deus que manda “não pecar contra a castidade”; isto é, não viver a vida sexual nem antes do casamento (fornicação) e nem fora dele (adultério).

A gravidade do pecado da impureza, também chamado de luxúria, é que com ele, se mancha o Corpo de Cristo. “Ora, vós sois o corpo de Cristo e cada um de sua parte, é um dos seus membros” (1Cor 12,27). “... assim nós, embora sejamos muitos, formamos um só corpo em Cristo, e cada um de nós somos membros uns dos outros”. (Rm 12,5) Quando eu cometo um pecado de impureza, não sujo apenas a mim mesmo, mas também ao Corpo de Cristo, do qual sou membro. É neste sentido que São Paulo alertava os fiéis de Corinto sobre a gravidade desse pecado. “Não sabeis que vossos corpos são membros de Cristo?” (1Cor 6,15). Note que o Apóstolo enfatiza os “corpos”; isto é, a realidade do corpo místico de Cristo não é apenas espiritual, mas também corporal. Sem os nossos corpos não haveria a impureza. “Tomarei, então, os membros de Cristo, e os farei membros de uma prostituta? Ou não sabeis que o que se ajunta a uma prostituta se torna um só corpo com ela? Está escrito: Os dois serão uma só carne (Gen 2,24)”, (1Cor 6,16). Para o Apóstolo, entregar´se à prostituição é o mesmo que prostituir o Corpo de Cristo, a Igreja. Esta é uma realidade religiosa da qual ainda não tomamos ciência plena; isto é, toda vez que eu peco, o meu pecado atinge todo o corpo de Cristo. Esta é uma das razões porque nos confessamos com o ministro da Igreja, para nos reconciliarmos com ela, que foi manchada pela nossa falta. De forma especial isto ocorre no pecado de impureza; o que levava São Paulo a pedir aos coríntios, entre os quais havia este problema: “Fugi da fornicação. Qualquer outro pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o impuro peca contra o seu próprio corpo”. (1 Cor 6,18) É preciso entender que nós não apenas “temos” um corpo, mas “somos” um corpo. Nossa identidade está ligada ao nosso corpo; ela é fixada pela nossa foto, impressão digital ou código genético (DNA).

Portanto, o pecado da impureza agrava´se na medida em que, mais do que nos outros casos, envolve toda a nossa pessoa, corpo e alma. E o Apóstolo, mostra que o Espírito Santo não habita apenas a nossa alma, mas também o nosso corpo; e daí a gravidade da sua profanação. “Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo que habita em vós, o qual recebestes de Deus, e que, por isso mesmo, já não vos pertenceis? Porque fostes comprados por um grande preço”. (1 Cor 6,19) São Paulo ensina que devemos dar glória a Deus com o nosso corpo: “O corpo, porém não é para a impureza, mas para o Senhor e o Senhor para o Corpo: Deus que ressuscitou o Senhor, também nos ressuscitará a nós pelo seu poder”. (1 Cor 6,20) Nosso corpo está destinado a ressuscitar no último dia, glorioso como o corpo de Cristo ressuscitado. “Nós, porém, somos cidadãos dos céus. É de lá que ansiosamente esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará nosso mísero corpo tornando´o semelhante ao seu corpo glorioso ...” (Fil 3,20) Nosso corpo glorificado dará glória a Deus para sempre, assim como os corpos de Jesus e Maria, já no céu. Isto explica a importância do nosso corpo, que levava Paulo a dizer aos coríntios: “Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá. Porque o templo de Deus é sagrado – e isto sois vós”. (1 Cor 3,16´17) Quantas pessoas destruíram´se a si mesmas, porque destruíram os seus próprios corpos! O desrespeito ao corpo, seja pela impureza ou pelos vícios, compromete a integridade e a dignidade da pessoa toda, que é templo de Deus. Jesus foi intransigente com o pecado da impureza. No Sermão da Montanha, marco dos seus ensinamentos, Ele disse: “Todo aquele que lançar um olhar de cobiça para uma mulher, já adulterou com ela em seu coração”. (Mt 5, 27´28) Jesus quer assim destruir a impureza na sua raiz; isto é no coração dos nossos pensamentos. “Porque é do coração que provém os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as impurezas, os furtos, os falsos testemunhos, as calúnias”. (Mt 15,19) Para viver a pureza há, então, que estarmos em alerta o tempo todo, como recomendou o Senhor: “vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca”. (Mt 26,41) Todos nós já pudemos comprovar como é fraca a nossa carne, a nossa natureza humana, enfraquecida pelo pecado original. Portanto, não nos resta outra alternativa para prevenir a queda, senão, vigiar e orar.

Após o pecado de Adão não nos resta outro remédio, vigiar os nossos sentidos, pensamentos, olhares, gestos, palavras, atitudes, comportamentos, etc., e buscar na oração e nos sacramentos, o remédio e o alimento para vencer a nossa fraqueza. Nunca, como em nossos dias, foi tão grande o pecado de impureza. De forma acintosa ele aparece nas músicas, nas TV's, nas revistas, jornais, filmes, cinemas, teatros, telefone, internet, etc. Estamos sendo invadidos por um verdadeiro mar de lama que traz a imoralidade para dentro dos nossos lares, sem respeitar nem mesmo crianças e velhos. Os piores exemplos de imoralidade estão sendo ensinados às nossas crianças e jovens; e, o que é pior, por artistas famosas, atraentes e bonitas. Uma delas ensina às jovens que para ser mãe, não é preciso mais ter um lar e um marido; basta arranjar um “namorado”, por alguns dias, e gerar uma criança. Mais do que um namorado, buscou´se um reprodutor, belo, rico, famoso, bem dotado, etc.. Ora, uma criança não se faz como se fosse um parafuso, uma torneira, ou um alicate. O filho precisa de um pai, de uma mãe, de uma família... para que amanhã não seja um desajustado. Outra “artista”, se torna famosa porque sabe rebolar as nádegas acintosa e vergonhosamente, expondo´as nas telas da TV. E se torna famosa por causa desta bestialidade. O seu sucesso faz as jovens que a assistem querer repetir o seu exemplo, como se o corpo da mulher fosse dado por Deus para ser objeto de consumo, como carne nos açougues. Ainda uma outra “artista”, torna´se famosa e “exemplo” para as demais jovens, usando uma roupa preta, sumária, deixando todo o corpo de fora, e explorando o sexo da maneira mais triste. Não é fácil escapar dessa enxurrada, especialmente você que é jovem. Não é fácil a luta contra as misérias da carne.

É preciso lembrar que só Cristo pode dar força e libertação. Lembra´nos o Apóstolo que: “Tudo posso naquele que me dá forças” (Fil. 4,13). Importa não desanimar na luta em busca da pureza. Sempre lutar, com a graça de Deus, até que o espírito submeta a matéria. São Pedro nos diz: “Depois que tiverdes padecido um pouco, [Deus] vos aperfeiçoará, vos tornará inabaláveis, vos fortificará” (1 Pe. 5.10). Muitas vezes pode parecer que a luta contra as paixões da carne sejam sem fim, ou que a vitória seja impossível. De fato, com a nossa fraqueza jamais podemos vencê´la, mas, como disse Santo Agostinho, que experimentou tão bem este combate: “o que é impossível à natureza, é possível à graça”. Somente com os auxílios da graça de Deus é que podemos vencer as misérias da nossa carne. Daí a importância de uma contínua vigilância sobre nós mesmos, ao mesmo tempo em que vivemos uma profunda e perseverante vida de oração e de participação nos Sacramentos da Reconciliação (Confissão) e Eucaristia. Nestes Sacramentos, Jesus nos lava com o seu próprio sangue redentor, nos alimenta e cura a alma, a fim de que sejamos fortes contra as tentações. Nossa Mãe Maria é a Rainha da pureza. Precisamos recorrer a ela e nos colocarmos continuamente debaixo de sua proteção materna. Sem a Eucaristia e Maria jovem, você não conseguirá vencer este belo desafio da castidade, que dará um novo sentido à sua vida e lhe preparará um belo lar.


DO Livro: NAMORO do Prof. Felipe de Aquino
Fonte: www.cléofas.com.br

domingo, 2 de maio de 2010

Amemo-nos Uns aos Outros!














"Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros".(Jo, 13,34). Amar o próximo assim como Jesus nos amou, não parece ser tarefa fácil para simples seres humanos como nós, cheios de fraquezas, de misérias, de pecados. E agora o que fazer? Simplesmente desistir, pois não somos iguais a Jesus, e já que somos tão pecadores, devemos então nos conformar com isso e não tentar seguir o mandamento de Dele?

A palavra chave e que devemos nos apegar é justamente essa, tentar. Não podemos nos conformar com a nossa pequenez e simplesmente não tentar amar o nosso próximo, a santidade está no tentar e nem sempre está no conseguir, como dizia São Bernardo: "É o esforço constante pela santidade que se chama propriamente santidade". Tem coisas que muitas vezes fogem a nossa capacidade humana, mas precisamos clamar nessa hora pelo Espírito Santo, pois Ele pode todas as coisas em nós, pode ter certeza disso. A nós nem sempre poderá ser possível amar, mas se tivermos a coragem de tentar o Senhor realizará em nós maravilhas, é preciso esse esforço constante de que fala São Bernado. O Senhor conhece bem nossas capacidades, Ele não daria um mandamento que não fossemos capaz de cumpri-lo, com muita luta é claro, mas seremos capazes a medida que tentarmos e que dermos espaço para a ação do Espírito Santo em nossas vidas.


Fiquem na paz de Jesus e no amor de Maria!

Vamos tentar, vamos amar!
Gabriella Leite. (Ministério de Música sacrário Vivo)

quinta-feira, 29 de abril de 2010

O Milagre do Louvor





Estimados irmãos e queridas irmãs, atendendo ao chamado que nosso Senhor Jesus faz a todos os cristãos, partilharemos hoje algumas idéias e experiências sobre o louvor. Uma delas não trata diretamente do louvor, mas vai levar a ele. Trata-se dos milagres que recebemos por meio de promessas. Aqueles votos que se fazem, prometendo realizar alguma coisa devido a uma graça recebida. Creio que todos nós os conhecemos. Em Trindade-GO, como em Aparecida-SP, existem museus destinados a conservar alguns sinais das promessas pagas, tais como: fotografias, muletas, vestidos de noivas, objetos representando várias partes do corpo humano que foram curadas mediante promessas, dentre outros.
Nos meus tempos de menino morei em Trindade. Moramos lá por pouco tempo, mas o suficiente para eu aprender a amar o Pai Eterno e ficar marcado para sempre pela experiência do amor do Pai, do meu Pai. É isso, para mim, embora eu saiba que o Pai é nosso, eu o tenho por meu, entende? Meu pai. Ele não deixa de ser seu também, mas que é meu, ah... isso é!
Ao crescer, já morando em outras cidades, estudando, conhecendo as coisas e o mundo, questionando, buscando idéias e sonhos, notei que algo me intrigava, e uma indagação sempre martelava meu pensamento. Eu imaginava: “Por que Deus, sendo um pai tão bom, precisa de pagamento de promessas para fazer milagres?” Quanto mais eu pensava, mais perplexo ficava. Realmente eu não entendia a razão pela qual o Senhor parecia atender somente os pedidos seguidos de promessas. Quando eu confrontava isso com o seu infinito amor, não via nenhuma lógica em ter que fazer promessa para conseguir alguma graça. Entretanto, por outro lado, não via nenhum milagre acontecendo sem os votos. Eu estava em um impasse, que durava alguns anos.
Por essa época fui a um encontro de oração da Renovação, cujo tema era “Cristo Rompe as Cadeias”. Ele foi realizado no ano de 1984, no Ginásio Rio Vermelho, em Goiânia. Durante este encontro vi muitas curas acontecendo. Algumas poderiam ser consideradas verdadeiros milagres, como foi o caso de uma mulher que começou a enxergar, apesar de ter o cristalino do olho furado. E tudo isso acontecia em minha presença, sem as promessas e os votos. Eu mesmo, que havia chegado àquele encontro com a alma ferida, sentindo uma imensa dor que destruía minha vontade de viver, comecei a sentir uma grande alegria, que jamais havia experimentado, juntamente com uma poderosa esperança, que me fazia crer e sentir que minha vida tinha solução, que eu não era um caso perdido.
Um ano e meio depois daquele encontro comecei a participar de um grupo de oração e fiz o Seminário de Vida no Espírito. O Senhor me dava a alegria de experimentar um crescimento interior, mas os questionamentos não diminuíam, ao contrário, aumentavam em quantidade e em intensidade. Eu até pensava que se o Senhor aparecesse para mim como apareceu aos Apóstolos, eu lhe faria inúmeras perguntas.
Por aquela época eu já havia lido os principais livros que existiam. Lia os que ensinavam a participar dos grupos de oração, os que falavam de louvor, de carismas, de cura interior, de testemunho. Lia sem parar. Quanto mais lia, mais resposta eu tinha e mais meus questionamentos aumentavam. Enquanto lia me esforçava para praticar o que estava aprendendo. E foi assim que aprendi a louvar e a conhecer o milagre do louvor. E, confesso, isso me fascinou, pois, como disse acima, vivi em um ambiente muito propício aos milagres.
Dentre as graças que experimentei através do louvor, partilharei uma com vocês. Todavia, em homenagem à clareza de entendimento, antes contextualizarei a situação em que eu viva na época.
Era final do primeiro semestre de 1992. Eu estava ajudando o Rosário, um dos bons pregadores que já passaram por aqui, a ministrar um discipulado na cidade de Agudos, localizada no interior de São Paulo. Além de nós, o Dialmas e a Aída compunham a equipe. Durante este encontro tive muito tempo para oração pessoal. E aproveitei. Ao ir ao Santíssimo a primeira vez, naquele encontro, imediatamente senti vontade de entregar ao Senhor o que mais me angustiava naquele momento. E o que então mais me afligia era minha vida profissional. Estava quase completando cinco anos que eu havia concluído a faculdade, mas não trabalhava em minha profissão. Meu emprego não era ruim, mas nele eu ganhava bem menos do que ganharia se desempenhasse uma função condizente com minha formação. Além disso, sempre que eu tentava incentivar meus irmãos a estudarem, percebia que eles me diziam com o olhar: “Estudar para quê? Seus estudos não lhe deram nada!” Essa mesma situação se repetia com outros jovens, quando eu tentava estimulá-los a adquirirem uma boa profissão.
Dessa forma, além do prejuízo financeiro que eu estava sendo obrigado a suportar por ter investido tanto tempo e dinheiro em uma faculdade que não havia me dado nenhum retorno durante dez anos – cinco anos e meio de curso e quatro e meio que se passaram após concluir os estudos – ainda tinha que aturar a humilhação diante dos mais queridos, que eram meus irmãos e os jovens que eu coordenava. Esse sentimento de humilhação que eu suportava me trazia um grande desgaste emocional.
Naquele dia, ao tentar entregar ao Senhor a minha vida profissional pela enésima vez, senti que novamente não estava conseguindo. Pedi ajuda ao Senhor e unção ao Espírito Santo. Imediatamente uma idéia me passou pela cabeça: louvar. “Mas louvar pelo quê?”, pensei. “Minha vida está uma droga”, continuei pensando. “Ajuda-me, Senhor”, pedi.
E foi assim, timidamente, lutando comigo mesmo, embaraçando no meu racionalismo, que experimentei uma das grandes graças advindas através do louvor. Naquele momento uma frase foi se formando na minha mente. Lembro-me dela como se a estivesse pronunciando agora. Era assim: “Ó Pai, em nome de Jesus, vos louvo por não trabalhar em minha profissão”. Quando pronunciei essa frase pela primeira vez não me senti bem, parecia que eu estava fingindo. Senti-me um grande hipócrita, pois o que eu queria era pedir a Deus que me fizesse trabalhar em minha profissão e não louvá-lo por estar sem trabalhar naquilo que eu desejava. Senti vontade de desistir do louvor, mas, a essa altura, o Espírito Santo já havia assumido o comando da minha oração e não me deixou desistir. Ele me inspirava motivos para continuar o louvor. Para isso me fazia recordar alguns versículos bíblicos.
Eis os versículos acima mencionados: “Recitai entre vós salmos, hinos e cânticos espirituais. Cantai e celebrai de todo o coração os louvores do Senhor. Rendei graças, sem cessar e por todas as coisas, a Deus Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo!” (Ef 5,19-20). “Vivei sempre contentes. Orai sem cessar. Em todas as circunstâncias, dai graças, porque esta é a vosso respeito a vontade de Deus em Jesus Cristo. Não extingais o Espírito.” (1Ts 5,16-19).
Daí para frente esses versículos foram o mapa que segui para louvar. Eu pensava: “Sei que de mim mesmo não sai um bom louvor. Sei que com minhas próprias forças não consigo e nem quero louvar. Mas em nome de nosso Senhor Jesus Cristo eu estou louvando. Vou tentar louvar como se ele, Jesus, estivesse louvando em meu lugar”. E assim louvei. Louvei muito. Louvei por três dias quase sem parar. Foi uma maratona. Só parava quando estava pregando. Louvava na capela, louvava no refeitório, louvava enquanto me banhava, louvava pelos corredores.
Por outras vezes fui tentado a não louvar, pois em minha razão não encontrava motivos para o louvor. Mas de todas as tentações o Senhor me livrou. Lembro-me com limpidez que Jesus abriu meu entendimento para louvar, por meio da combinação dos versículos acima, mais ou menos assim: “Rendei graças, sem cessar e por todas as coisas, a Deus Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo! Em todas as circunstâncias, dai graças, porque esta é a vosso respeito a vontade de Deus em Jesus Cristo. Não extingais o Espírito.” E eu pensava: “Por todas as coisas e em todas as circunstâncias! As coisas são boas? Louve, em nome de Jesus. As coisas não parecem boas? Louve, em nome de Jesus. As circunstâncias, acontecimentos, situações, são favoráveis? Louve, em nome de Jesus. As circunstâncias, acontecimentos, situações, são desfavoráveis? Louve, em nome de Jesus. Louve sempre, sempre... e sempre. Mas louve ao Senhor.”
Enquanto eu louvava, comecei a receber muitas curas emocionais e espirituais. Pedras de ódio, ressentimento, amargura, rancor, humilhação, frustração, revolta foram quebradas. Quanto mais eu louvava, mesmo que sem vontade, sentia que algo de bom estava prestes a acontecer em mim. E eu louvava, e aconteceu. A última cura que recebi foi em relação ao próprio Deus, o meu Pai do céu. Eu estava muito amargurado com ele, pois havia orado e parecia que ele não tinha me atendido. Eu orava, mas segundo a minha visão parecia-me que ele permitia que eu fosse humilhado diante dos jovens e dos meus irmãos. Por fim, senti meu coração totalmente livre. Pensava nas pessoas e em Deus, assim como no meu emprego e na minha profissão e não sentia tristeza, amargura, rancor, ódio ou revolta. No final do sábado, havia começado a maratona de louvor na quinta-feira, senti muita alegria e junto com a alegria uma convicção de que Deus havia assumido a direção da minha vida, finalmente.
Durante a missa, na noite daquele sábado, eu estava tão livre, mas tão livre que aceitava inteiramente a vontade de Deus. A aceitação da vontade do Senhor era tão grande que tive uma pontinha de medo dos meus pedidos não serem atendidos. Devido a esse sentimento de temor, após a comunhão conversei assim com Jesus: “Jesus, o senhor sabe que não desisti da minha profissão. O senhor sabe o quanto eu quero exercê-la, mas aceito a vontade do Pai na minha vida, seja ela qual for. Mas gostaria que o Senhor soubesse que não desisti de ser advogado”. Terminei essa conversa com o Senhor, e nem ouvi o que ele disse. Comecei a rir de mim mesmo. Notei que ainda estava preso em meus sonhos, mas ao mesmo tempo percebi que os meus sonhos não eram mais meus, pertenciam ao Senhor e o que ele fizesse estaria bom.
No domingo voltamos para Goiânia. Por volta de vinte e três horas estava em casa. No dia seguinte, segunda-feira – pensem bem, no dia seguinte – por volta de nove horas (da manhã), um amigo me convidou para trabalhar com ele. Era a primeira proposta que eu recebia para trabalhar na minha profissão, após quase cinco anos de concluir a faculdade. Aceitei o convite.
Imediatamente comecei a pensar, tentando entender a razão pela qual o Senhor me atendeu após o louvor. Lembrei-me que durante meus louvores, influenciado pelas idéias dos livros que eu havia lido e pelos testemunhos que havia ouvido, todos dizendo que Deus concede graças mediante o louvor, havia lutado muito para não transformar os louvores em lamentos e orações de súplicas, porque, pensava eu, seria mais honesto pedir diretamente o que eu queria do que transformar uma oração bela como o louvor em uma barganha. Aliás, essa foi uma das maiores tentações que tive durante a maratona de louvor, pois já que não estava conseguindo louvar sinceramente, pensei que seria melhor não louvar. Ainda bem que o Senhor não permitiu que eu parasse, pois com o tempo o louvor se tornou sincero.
Analisando meus louvores notei que o milagre verdadeiro que me aconteceu foi o meu coração se abrir para Deus. Com a abertura do meu coração Deus pôde me atender um pedido que lhe havia feito há anos, repetidamente. Então é isso, quando se louva em nome de Jesus, por todas as coisas e em todas as circunstâncias, o toque do Senhor faz nosso coração se abrir para Deus. Com isso as barreiras se rompem, possibilitando que ele nos atenda.
Tenho observado que tudo o que Deus precisa para fazer um milagre é de nosso coração aberto. Meu Pai está sempre pronto a fazer o melhor para os seus filhos. O coração aberto desses filhos é a via por onde passam os milagres. E um dos melhores meios para se abrir um coração e mantê-lo aberto, indiscutivelmente, é o louvor. O louvor expressa nossa intenção de aceitar a vontade de Deus da maneira mais direta e real possível. É no louvor – e também na adoração – que mais reconhecemos que Deus é Deus, que Deus é o criador, o senhor, o dono de tudo. Nada escapa ao seu divino e soberano olhar. O louvor nos ajudar a reconhecer e a aceitar que tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus. E, creia, isso não é pouco. Isso é o que o Pai Eterno pode estar esperando de nós para fazer aquele milagre que esperamos.
É bem verdade que os corações se abrem também para os milagres mediante votos e promessas. Mas o faz por outros motivos, que poderão ser analisados noutro dia.
Enfim, penso que compreendi a razão pela qual Deus faz milagres por meio de promessas, votos e louvores. Não é Deus que precisa de promessas e votos. Ele não é comerciante. Não é Deus que necessita dos nossos louvores para se tornar mais Deus, a fim de nos atender. Somos nós que, devido a nossas fraquezas, necessitamos de mecanismos para abrir o coração e disponibilizá-lo ao Senhor, a fim de que ele possa atender nossos clamores. E Deus mesmo nos fornece tais mecanismos, que são excelentes meios para nos ajudar a disponibilizar-lhe nosso coração. Dentre tais meios destacamos o dom do louvor, que nos mantêm ligados ao Senhor e, uma vez ligados a ele, podemos permanecer cheios do Espírito Santo que nos torna filhos de Deus aptos a distinguir e a aceitar a vontade do Pai em todas as circunstâncias e em relação a todas as coisas, a fim de que ele possa operar poderosamente em nosso favor, alterando as situações e circunstâncias que lhe aprouverem, concedendo-nos o que nos for bom e modificando o nosso coração, o nosso querer e sentir, para entender e aceitar o que não poderá ser alterado, ainda ou nunca. Nisso consiste a vereda da felicidade.
Antes de nos despedir, gostaria que vocês se lembrassem que os louvores eficazes são feitos em nome de Jesus e por todas as coisas e em todas as circunstâncias. Agora é só experimentar e perseverar. Ainda que o exercício do louvor pareça uma maratona, tudo o que devemos fazer é louvar, louvar... e louvar. Tudo o mais é com o Senhor. Então, ânimo! Pratiquemos. Praticando veremos o quanto Deus é fiel às suas promessas. Praticando comprovaremos que o primeiro milagre do louvor é a abertura de coração para Deus e, principalmente, que isso nos coloca no âmago da alegria interior e da paz que supera todo entendimento, enfim, verificaremos que isso é estar face a face com a felicidade. Amém

Estimados irmãos e queridas irmãs, atendendo ao chamado que nosso Senhor Jesus faz a todos os cristãos, partilharemos hoje algumas idéias e experiências sobre o louvor. Uma delas não trata diretamente do louvor, mas vai levar a ele. Trata-se dos milagres que recebemos por meio de promessas. Aqueles votos que se fazem, prometendo realizar alguma coisa devido a uma graça recebida. Creio que todos nós os conhecemos. Em Trindade-GO, como em Aparecida-SP, existem museus destinados a conservar alguns sinais das promessas pagas, tais como: fotografias, muletas, vestidos de noivas, objetos representando várias partes do corpo humano que foram curadas mediante promessas, dentre outros.
Nos meus tempos de menino morei em Trindade. Moramos lá por pouco tempo, mas o suficiente para eu aprender a amar o Pai Eterno e ficar marcado para sempre pela experiência do amor do Pai, do meu Pai. É isso, para mim, embora eu saiba que o Pai é nosso, eu o tenho por meu, entende? Meu pai. Ele não deixa de ser seu também, mas que é meu, ah... isso é!
Ao crescer, já morando em outras cidades, estudando, conhecendo as coisas e o mundo, questionando, buscando idéias e sonhos, notei que algo me intrigava, e uma indagação sempre martelava meu pensamento. Eu imaginava: “Por que Deus, sendo um pai tão bom, precisa de pagamento de promessas para fazer milagres?” Quanto mais eu pensava, mais perplexo ficava. Realmente eu não entendia a razão pela qual o Senhor parecia atender somente os pedidos seguidos de promessas. Quando eu confrontava isso com o seu infinito amor, não via nenhuma lógica em ter que fazer promessa para conseguir alguma graça. Entretanto, por outro lado, não via nenhum milagre acontecendo sem os votos. Eu estava em um impasse, que durava alguns anos.
Por essa época fui a um encontro de oração da Renovação, cujo tema era “Cristo Rompe as Cadeias”. Ele foi realizado no ano de 1984, no Ginásio Rio Vermelho, em Goiânia. Durante este encontro vi muitas curas acontecendo. Algumas poderiam ser consideradas verdadeiros milagres, como foi o caso de uma mulher que começou a enxergar, apesar de ter o cristalino do olho furado. E tudo isso acontecia em minha presença, sem as promessas e os votos. Eu mesmo, que havia chegado àquele encontro com a alma ferida, sentindo uma imensa dor que destruía minha vontade de viver, comecei a sentir uma grande alegria, que jamais havia experimentado, juntamente com uma poderosa esperança, que me fazia crer e sentir que minha vida tinha solução, que eu não era um caso perdido.
Um ano e meio depois daquele encontro comecei a participar de um grupo de oração e fiz o Seminário de Vida no Espírito. O Senhor me dava a alegria de experimentar um crescimento interior, mas os questionamentos não diminuíam, ao contrário, aumentavam em quantidade e em intensidade. Eu até pensava que se o Senhor aparecesse para mim como apareceu aos Apóstolos, eu lhe faria inúmeras perguntas.
Por aquela época eu já havia lido os principais livros que existiam. Lia os que ensinavam a participar dos grupos de oração, os que falavam de louvor, de carismas, de cura interior, de testemunho. Lia sem parar. Quanto mais lia, mais resposta eu tinha e mais meus questionamentos aumentavam. Enquanto lia me esforçava para praticar o que estava aprendendo. E foi assim que aprendi a louvar e a conhecer o milagre do louvor. E, confesso, isso me fascinou, pois, como disse acima, vivi em um ambiente muito propício aos milagres.
Dentre as graças que experimentei através do louvor, partilharei uma com vocês. Todavia, em homenagem à clareza de entendimento, antes contextualizarei a situação em que eu viva na época.
Era final do primeiro semestre de 1992. Eu estava ajudando o Rosário, um dos bons pregadores que já passaram por aqui, a ministrar um discipulado na cidade de Agudos, localizada no interior de São Paulo. Além de nós, o Dialmas e a Aída compunham a equipe. Durante este encontro tive muito tempo para oração pessoal. E aproveitei. Ao ir ao Santíssimo a primeira vez, naquele encontro, imediatamente senti vontade de entregar ao Senhor o que mais me angustiava naquele momento. E o que então mais me afligia era minha vida profissional. Estava quase completando cinco anos que eu havia concluído a faculdade, mas não trabalhava em minha profissão. Meu emprego não era ruim, mas nele eu ganhava bem menos do que ganharia se desempenhasse uma função condizente com minha formação. Além disso, sempre que eu tentava incentivar meus irmãos a estudarem, percebia que eles me diziam com o olhar: “Estudar para quê? Seus estudos não lhe deram nada!” Essa mesma situação se repetia com outros jovens, quando eu tentava estimulá-los a adquirirem uma boa profissão.
Dessa forma, além do prejuízo financeiro que eu estava sendo obrigado a suportar por ter investido tanto tempo e dinheiro em uma faculdade que não havia me dado nenhum retorno durante dez anos – cinco anos e meio de curso e quatro e meio que se passaram após concluir os estudos – ainda tinha que aturar a humilhação diante dos mais queridos, que eram meus irmãos e os jovens que eu coordenava. Esse sentimento de humilhação que eu suportava me trazia um grande desgaste emocional.
Naquele dia, ao tentar entregar ao Senhor a minha vida profissional pela enésima vez, senti que novamente não estava conseguindo. Pedi ajuda ao Senhor e unção ao Espírito Santo. Imediatamente uma idéia me passou pela cabeça: louvar. “Mas louvar pelo quê?”, pensei. “Minha vida está uma droga”, continuei pensando. “Ajuda-me, Senhor”, pedi.
E foi assim, timidamente, lutando comigo mesmo, embaraçando no meu racionalismo, que experimentei uma das grandes graças advindas através do louvor. Naquele momento uma frase foi se formando na minha mente. Lembro-me dela como se a estivesse pronunciando agora. Era assim: “Ó Pai, em nome de Jesus, vos louvo por não trabalhar em minha profissão”. Quando pronunciei essa frase pela primeira vez não me senti bem, parecia que eu estava fingindo. Senti-me um grande hipócrita, pois o que eu queria era pedir a Deus que me fizesse trabalhar em minha profissão e não louvá-lo por estar sem trabalhar naquilo que eu desejava. Senti vontade de desistir do louvor, mas, a essa altura, o Espírito Santo já havia assumido o comando da minha oração e não me deixou desistir. Ele me inspirava motivos para continuar o louvor. Para isso me fazia recordar alguns versículos bíblicos.
Eis os versículos acima mencionados: “Recitai entre vós salmos, hinos e cânticos espirituais. Cantai e celebrai de todo o coração os louvores do Senhor. Rendei graças, sem cessar e por todas as coisas, a Deus Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo!” (Ef 5,19-20). “Vivei sempre contentes. Orai sem cessar. Em todas as circunstâncias, dai graças, porque esta é a vosso respeito a vontade de Deus em Jesus Cristo. Não extingais o Espírito.” (1Ts 5,16-19).
Daí para frente esses versículos foram o mapa que segui para louvar. Eu pensava: “Sei que de mim mesmo não sai um bom louvor. Sei que com minhas próprias forças não consigo e nem quero louvar. Mas em nome de nosso Senhor Jesus Cristo eu estou louvando. Vou tentar louvar como se ele, Jesus, estivesse louvando em meu lugar”. E assim louvei. Louvei muito. Louvei por três dias quase sem parar. Foi uma maratona. Só parava quando estava pregando. Louvava na capela, louvava no refeitório, louvava enquanto me banhava, louvava pelos corredores.
Por outras vezes fui tentado a não louvar, pois em minha razão não encontrava motivos para o louvor. Mas de todas as tentações o Senhor me livrou. Lembro-me com limpidez que Jesus abriu meu entendimento para louvar, por meio da combinação dos versículos acima, mais ou menos assim: “Rendei graças, sem cessar e por todas as coisas, a Deus Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo! Em todas as circunstâncias, dai graças, porque esta é a vosso respeito a vontade de Deus em Jesus Cristo. Não extingais o Espírito.” E eu pensava: “Por todas as coisas e em todas as circunstâncias! As coisas são boas? Louve, em nome de Jesus. As coisas não parecem boas? Louve, em nome de Jesus. As circunstâncias, acontecimentos, situações, são favoráveis? Louve, em nome de Jesus. As circunstâncias, acontecimentos, situações, são desfavoráveis? Louve, em nome de Jesus. Louve sempre, sempre... e sempre. Mas louve ao Senhor.”
Enquanto eu louvava, comecei a receber muitas curas emocionais e espirituais. Pedras de ódio, ressentimento, amargura, rancor, humilhação, frustração, revolta foram quebradas. Quanto mais eu louvava, mesmo que sem vontade, sentia que algo de bom estava prestes a acontecer em mim. E eu louvava, e aconteceu. A última cura que recebi foi em relação ao próprio Deus, o meu Pai do céu. Eu estava muito amargurado com ele, pois havia orado e parecia que ele não tinha me atendido. Eu orava, mas segundo a minha visão parecia-me que ele permitia que eu fosse humilhado diante dos jovens e dos meus irmãos. Por fim, senti meu coração totalmente livre. Pensava nas pessoas e em Deus, assim como no meu emprego e na minha profissão e não sentia tristeza, amargura, rancor, ódio ou revolta. No final do sábado, havia começado a maratona de louvor na quinta-feira, senti muita alegria e junto com a alegria uma convicção de que Deus havia assumido a direção da minha vida, finalmente.
Durante a missa, na noite daquele sábado, eu estava tão livre, mas tão livre que aceitava inteiramente a vontade de Deus. A aceitação da vontade do Senhor era tão grande que tive uma pontinha de medo dos meus pedidos não serem atendidos. Devido a esse sentimento de temor, após a comunhão conversei assim com Jesus: “Jesus, o senhor sabe que não desisti da minha profissão. O senhor sabe o quanto eu quero exercê-la, mas aceito a vontade do Pai na minha vida, seja ela qual for. Mas gostaria que o Senhor soubesse que não desisti de ser advogado”. Terminei essa conversa com o Senhor, e nem ouvi o que ele disse. Comecei a rir de mim mesmo. Notei que ainda estava preso em meus sonhos, mas ao mesmo tempo percebi que os meus sonhos não eram mais meus, pertenciam ao Senhor e o que ele fizesse estaria bom.
No domingo voltamos para Goiânia. Por volta de vinte e três horas estava em casa. No dia seguinte, segunda-feira – pensem bem, no dia seguinte – por volta de nove horas (da manhã), um amigo me convidou para trabalhar com ele. Era a primeira proposta que eu recebia para trabalhar na minha profissão, após quase cinco anos de concluir a faculdade. Aceitei o convite.
Imediatamente comecei a pensar, tentando entender a razão pela qual o Senhor me atendeu após o louvor. Lembrei-me que durante meus louvores, influenciado pelas idéias dos livros que eu havia lido e pelos testemunhos que havia ouvido, todos dizendo que Deus concede graças mediante o louvor, havia lutado muito para não transformar os louvores em lamentos e orações de súplicas, porque, pensava eu, seria mais honesto pedir diretamente o que eu queria do que transformar uma oração bela como o louvor em uma barganha. Aliás, essa foi uma das maiores tentações que tive durante a maratona de louvor, pois já que não estava conseguindo louvar sinceramente, pensei que seria melhor não louvar. Ainda bem que o Senhor não permitiu que eu parasse, pois com o tempo o louvor se tornou sincero.
Analisando meus louvores notei que o milagre verdadeiro que me aconteceu foi o meu coração se abrir para Deus. Com a abertura do meu coração Deus pôde me atender um pedido que lhe havia feito há anos, repetidamente. Então é isso, quando se louva em nome de Jesus, por todas as coisas e em todas as circunstâncias, o toque do Senhor faz nosso coração se abrir para Deus. Com isso as barreiras se rompem, possibilitando que ele nos atenda.
Tenho observado que tudo o que Deus precisa para fazer um milagre é de nosso coração aberto. Meu Pai está sempre pronto a fazer o melhor para os seus filhos. O coração aberto desses filhos é a via por onde passam os milagres. E um dos melhores meios para se abrir um coração e mantê-lo aberto, indiscutivelmente, é o louvor. O louvor expressa nossa intenção de aceitar a vontade de Deus da maneira mais direta e real possível. É no louvor – e também na adoração – que mais reconhecemos que Deus é Deus, que Deus é o criador, o senhor, o dono de tudo. Nada escapa ao seu divino e soberano olhar. O louvor nos ajudar a reconhecer e a aceitar que tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus. E, creia, isso não é pouco. Isso é o que o Pai Eterno pode estar esperando de nós para fazer aquele milagre que esperamos.
É bem verdade que os corações se abrem também para os milagres mediante votos e promessas. Mas o faz por outros motivos, que poderão ser analisados noutro dia.
Enfim, penso que compreendi a razão pela qual Deus faz milagres por meio de promessas, votos e louvores. Não é Deus que precisa de promessas e votos. Ele não é comerciante. Não é Deus que necessita dos nossos louvores para se tornar mais Deus, a fim de nos atender. Somos nós que, devido a nossas fraquezas, necessitamos de mecanismos para abrir o coração e disponibilizá-lo ao Senhor, a fim de que ele possa atender nossos clamores. E Deus mesmo nos fornece tais mecanismos, que são excelentes meios para nos ajudar a disponibilizar-lhe nosso coração. Dentre tais meios destacamos o dom do louvor, que nos mantêm ligados ao Senhor e, uma vez ligados a ele, podemos permanecer cheios do Espírito Santo que nos torna filhos de Deus aptos a distinguir e a aceitar a vontade do Pai em todas as circunstâncias e em relação a todas as coisas, a fim de que ele possa operar poderosamente em nosso favor, alterando as situações e circunstâncias que lhe aprouverem, concedendo-nos o que nos for bom e modificando o nosso coração, o nosso querer e sentir, para entender e aceitar o que não poderá ser alterado, ainda ou nunca. Nisso consiste a vereda da felicidade.
Antes de nos despedir, gostaria que vocês se lembrassem que os louvores eficazes são feitos em nome de Jesus e por todas as coisas e em todas as circunstâncias. Agora é só experimentar e perseverar. Ainda que o exercício do louvor pareça uma maratona, tudo o que devemos fazer é louvar, louvar... e louvar. Tudo o mais é com o Senhor. Então, ânimo! Pratiquemos. Praticando veremos o quanto Deus é fiel às suas promessas. Praticando comprovaremos que o primeiro milagre do louvor é a abertura de coração para Deus e, principalmente, que isso nos coloca no âmago da alegria interior e da paz que supera todo entendimento, enfim, verificaremos que isso é estar face a face com a felicidade. Amém





Dercides Pires da Silva (Ex-coordenador Nacional do Ministério de Pregação).





Fonte: http://www.rccpe.org.br/

segunda-feira, 26 de abril de 2010

O que aconteceu em Pentecostes?


Podemos abordar o evento ocorrido naquele Pentecostes em que Deus cumpriu a promessa de dar inusitadamente o Espírito Santo sob dois diferentes pontos de vista:
- a partir de uma perspectiva histórica – em que Pentecostes deve ser considerado como um evento único, pontual, irrepetível;
- e a partir de uma perspectiva que leva em conta também os efeitos de Pentecostes – pelo qual devemos então considerar aquele evento como o início de uma nova era na economia da salvação, em que o Espírito Santo passa a estar presente não apenas no meio de nós – como, aliás, sempre esteve! – mas (essa sim é a novidade primordial), também, em nós!...
O que aconteceu em Pentecostes não foi o derramamento definitivo, conclusivo, total da graça messiânica do Espírito, mas o início desse derramamento. Aquele Espírito que – ainda que sempre estivera presente entre nós – “não havia sido dado porque Jesus ainda não havia sido glorificado” (cf. Jo 7, 37-39), agora, mediante o mistério pascal protagonizado por Jesus, é dado de uma maneira nova aos Apóstolos e à Igreja e, por intermédio deles, à humanidade e ao mundo todo.
Ele, que já fora primeiramente enviado como dom para o Filho que se fez homem, em Pentecostes vem em sua nova missão para consumar a obra do Filho. “Deste modo, será ele quem levará à realização plena a nova era da história da salvação”. (cf. Dominum et vivificantem – DeV n. 22).
Podemos dizer, pois, apropriadamente, que “os tempos que estamos vivendo são tempos da efusão do Espírito Santo” (cf. Catecismo da Igreja Católica – CEC, n. 2819).
Inseparáveis que são em sua natureza divina única, as pessoas divinas também são inseparáveis naquilo que fazem; isto é, sempre que age, Deus o faz trinitariamente.
“Contudo, cada pessoa divina opera a obra comum segundo a sua propriedade pessoal... e cada uma delas manifesta o que lhe é próprio na Trindade...” (cf. CEC, n. 258 e 266).
E o que seria próprio do operar do Espírito nestes momentos da história que constituem o seu tempo? Por quais sinais devemos, nós – Igreja congregada sob o impulso da Trindade – ansiar, em decorrência de sua presente missão entre nós (e em nós!)?
Nesta sua nova missão de nos revelar e comunicar a obra do Filho, o Espírito quer nos convencer de que Deus é Aba! Pai (Rm 8, 15), e que somos, em Cristo, irmãos (Rm 8, 16) e herdeiros da graça (Rm 8, 17); que Jesus Cristo é Senhor (I Cor 12, 3), que Nele encontramos a vida plena e verdadeira (Rm 8, 1-2) e que por isso precisamos dar testemunho desse Cristo, tarefa que não conseguimos realizar sem Seu poder (At 1, 5-8), sem Seu auxílio interior (Dei Verbum - DV, n. 5).
“O Espírito Santo, na sua misteriosa ligação de divina comunhão com o Redentor do homem, é quem dá continuidade à sua obra: ele recebe do que é do Cristo e transmite-o a todos, entrando incessantemente na história do mundo através do coração do homem” (DeV, n. 67).
Com uma fé expectante, pois, que se alinhe aos crescentes anseios da Igreja no último século por “um novo e perene Pentecostes” (conforme, por exemplo, o desejo de João XXIII, de Paulo VI, João Paulo II, e de Bento XVI...), precisamos entender que aquele Pentecostes histórico foi apenas o início de um derramamento diferenciado do dom do Espírito em nós e entre nós. Agora – diferentemente do que acontecia antes da glorificação de Jesus – o dom do Espírito é ofertado a todos (At 2, 37-39), vem para estar sempre presente em quem o acolhe (Jo 14,16), revelado como Pessoa (Jo 14, 26), conosco e em nós (Jo 14, 16-17), e não apenas de um modo natural, imanente, mas – pela graça do sacramento do Batismo – de maneira sobrenatural (I Cor 3, 16; 6, 20).
Pentecostes revela-se, assim, como o alvorecer de um novo tempo que nos oferece – como nunca – a possibilidade de um novo relacionamento, de um relacionamento mais íntimo e experiencial com a Pessoa do Espírito Santo, pois que nunca estivera Ele tão presente em nós – como dom – como está hoje. (No dizer de São Cirilo de Alexandria, “havia nos profetas uma iluminação riquíssima do Espírito Santo. Mas nos fiéis não há somente esta iluminação; é o próprio Espírito que habita e permanece em nós. Somos chamados o templo de Deus, coisa que jamais foi dita dos profetas”.)
Quando nossos bispos, reunidos em Aparecida para a V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe, nos convidam a “esperar um novo Pentecostes... uma vinda do Espírito...” (cf. Doc. de Aparecida, 362), e reconhecem que “necessitamos de um novo Pentecostes!” (cf. Doc. de Aparecida, 548), precisamos também nós todos abrirmo-nos de coração e mente a esse novo – e necessário! – derramamento, a essa nova – e possível! – efusão do Espírito (cf. CEC, 667), para que experimentemos de fato uma conversão pastoral (cf. Doc. Aparecida, 365-372) que nos predisponha a um renovado e autêntico impulso missionário, e assim “recobremos o ‘fervor espiritual’ (...), e recuperemos o valor e a audácia apostólicos” (cf. Doc. Aparecida, 552)...
Paulo VI, já em 1972, exortava-nos sobre a necessidade que tem a Igreja de um Pentecostes permanente. Na Carta Encíclica “Redemptoris Missio” (nº 92), João Paulo II nos ensinava: “Como os apóstolos depois da ascensão de Cristo, a Igreja deve reunir-se no Cenáculo “com Maria, a Mãe de Jesus” (At 1, 14), para implorar o Espírito e obter força e coragem para cumprir o mandato missionário. Também nós, bem mais do que os Apóstolos, temos necessidade de ser transformados e guiados pelo Espírito”.
Sua Santidade dizia ainda, em uma audiência proferida a 16 de outubro de 1974, preconizava ele: “Quisera Deus, que o Senhor aumentasse ainda uma chuva de carismas para fazer a Igreja fecunda, bonita e maravilhosa, capaz de impor-se inclusive à atenção e ao pasmo do mundo profano, do mundo laicizante” (...) “Se a Igreja souber entrar em uma fase de tal predisposição para uma nova e perene vinda do Espírito Santo, Ele, a “luz dos corações”, não demorará em entregar-se, para gozo, luz, fortaleza, virtude apostólica e caridade unitiva, de tudo enfim, de que hoje necessita a Igreja”. E, na Carta Apostólica “Tertio Millenio Adveniente” (nº 59), insistia ainda: “...Exorto os venerados Irmãos no Episcopado e as comunidades eclesiais a eles confiadas a abrirem o coração às sugestões do Espírito”...
Possa o Espírito Santo, por nossa sede e anuência, predispor nossos corações a um novo, fecundo e abundante derramamento de suas graças, e assim, dóceis às Suas inspirações, sejamos animados a, “com Seu poderoso sopro, levar nossos navios mar adentro, sem medo das tormentas, seguros de que a Providência de Deus nos proporcionará grandes surpresas” (cf. Doc. Aparecida, 551). Amém! Ver mais [+]
Por Reinaldo B. Reis
Podemos abordar o evento ocorrido naquele Pentecostes em que Deus cumpriu a promessa de dar inusitadamente o Espírito Santo sob dois diferentes pontos de vista:
- a partir de uma perspectiva histórica – em que Pentecostes deve ser considerado como um evento único, pontual, irrepetível;
- e a partir de uma perspectiva que leva em conta também os efeitos de Pentecostes – pelo qual devemos então considerar aquele evento como o início de uma nova era na economia da salvação, em que o Espírito Santo passa a estar presente não apenas no meio de nós – como, aliás, sempre esteve! – mas (essa sim é a novidade primordial), também, em nós!...
O que aconteceu em Pentecostes não foi o derramamento definitivo, conclusivo, total da graça messiânica do Espírito, mas o início desse derramamento. Aquele Espírito que – ainda que sempre estivera presente entre nós – “não havia sido dado porque Jesus ainda não havia sido glorificado” (cf. Jo 7, 37-39), agora, mediante o mistério pascal protagonizado por Jesus, é dado de uma maneira nova aos Apóstolos e à Igreja e, por intermédio deles, à humanidade e ao mundo todo.
Ele, que já fora primeiramente enviado como dom para o Filho que se fez homem, em Pentecostes vem em sua nova missão para consumar a obra do Filho. “Deste modo, será ele quem levará à realização plena a nova era da história da salvação”. (cf. Dominum et vivificantem – DeV n. 22).
Podemos dizer, pois, apropriadamente, que “os tempos que estamos vivendo são tempos da efusão do Espírito Santo” (cf. Catecismo da Igreja Católica – CEC, n. 2819).
Inseparáveis que são em sua natureza divina única, as pessoas divinas também são inseparáveis naquilo que fazem; isto é, sempre que age, Deus o faz trinitariamente.
“Contudo, cada pessoa divina opera a obra comum segundo a sua propriedade pessoal... e cada uma delas manifesta o que lhe é próprio na Trindade...” (cf. CEC, n. 258 e 266).
E o que seria próprio do operar do Espírito nestes momentos da história que constituem o seu tempo? Por quais sinais devemos, nós – Igreja congregada sob o impulso da Trindade – ansiar, em decorrência de sua presente missão entre nós (e em nós!)?
Nesta sua nova missão de nos revelar e comunicar a obra do Filho, o Espírito quer nos convencer de que Deus é Aba! Pai (Rm 8, 15), e que somos, em Cristo, irmãos (Rm 8, 16) e herdeiros da graça (Rm 8, 17); que Jesus Cristo é Senhor (I Cor 12, 3), que Nele encontramos a vida plena e verdadeira (Rm 8, 1-2) e que por isso precisamos dar testemunho desse Cristo, tarefa que não conseguimos realizar sem Seu poder (At 1, 5-8), sem Seu auxílio interior (Dei Verbum - DV, n. 5).
“O Espírito Santo, na sua misteriosa ligação de divina comunhão com o Redentor do homem, é quem dá continuidade à sua obra: ele recebe do que é do Cristo e transmite-o a todos, entrando incessantemente na história do mundo através do coração do homem” (DeV, n. 67).
Com uma fé expectante, pois, que se alinhe aos crescentes anseios da Igreja no último século por “um novo e perene Pentecostes” (conforme, por exemplo, o desejo de João XXIII, de Paulo VI, João Paulo II, e de Bento XVI...), precisamos entender que aquele Pentecostes histórico foi apenas o início de um derramamento diferenciado do dom do Espírito em nós e entre nós. Agora – diferentemente do que acontecia antes da glorificação de Jesus – o dom do Espírito é ofertado a todos (At 2, 37-39), vem para estar sempre presente em quem o acolhe (Jo 14,16), revelado como Pessoa (Jo 14, 26), conosco e em nós (Jo 14, 16-17), e não apenas de um modo natural, imanente, mas – pela graça do sacramento do Batismo – de maneira sobrenatural (I Cor 3, 16; 6, 20).
Pentecostes revela-se, assim, como o alvorecer de um novo tempo que nos oferece – como nunca – a possibilidade de um novo relacionamento, de um relacionamento mais íntimo e experiencial com a Pessoa do Espírito Santo, pois que nunca estivera Ele tão presente em nós – como dom – como está hoje. (No dizer de São Cirilo de Alexandria, “havia nos profetas uma iluminação riquíssima do Espírito Santo. Mas nos fiéis não há somente esta iluminação; é o próprio Espírito que habita e permanece em nós. Somos chamados o templo de Deus, coisa que jamais foi dita dos profetas”.)
Quando nossos bispos, reunidos em Aparecida para a V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe, nos convidam a “esperar um novo Pentecostes... uma vinda do Espírito...” (cf. Doc. de Aparecida, 362), e reconhecem que “necessitamos de um novo Pentecostes!” (cf. Doc. de Aparecida, 548), precisamos também nós todos abrirmo-nos de coração e mente a esse novo – e necessário! – derramamento, a essa nova – e possível! – efusão do Espírito (cf. CEC, 667), para que experimentemos de fato uma conversão pastoral (cf. Doc. Aparecida, 365-372) que nos predisponha a um renovado e autêntico impulso missionário, e assim “recobremos o ‘fervor espiritual’ (...), e recuperemos o valor e a audácia apostólicos” (cf. Doc. Aparecida, 552)...
Paulo VI, já em 1972, exortava-nos sobre a necessidade que tem a Igreja de um Pentecostes permanente. Na Carta Encíclica “Redemptoris Missio” (nº 92), João Paulo II nos ensinava: “Como os apóstolos depois da ascensão de Cristo, a Igreja deve reunir-se no Cenáculo “com Maria, a Mãe de Jesus” (At 1, 14), para implorar o Espírito e obter força e coragem para cumprir o mandato missionário. Também nós, bem mais do que os Apóstolos, temos necessidade de ser transformados e guiados pelo Espírito”.
Sua Santidade dizia ainda, em uma audiência proferida a 16 de outubro de 1974, preconizava ele: “Quisera Deus, que o Senhor aumentasse ainda uma chuva de carismas para fazer a Igreja fecunda, bonita e maravilhosa, capaz de impor-se inclusive à atenção e ao pasmo do mundo profano, do mundo laicizante” (...) “Se a Igreja souber entrar em uma fase de tal predisposição para uma nova e perene vinda do Espírito Santo, Ele, a “luz dos corações”, não demorará em entregar-se, para gozo, luz, fortaleza, virtude apostólica e caridade unitiva, de tudo enfim, de que hoje necessita a Igreja”. E, na Carta Apostólica “Tertio Millenio Adveniente” (nº 59), insistia ainda: “...Exorto os venerados Irmãos no Episcopado e as comunidades eclesiais a eles confiadas a abrirem o coração às sugestões do Espírito”...
Possa o Espírito Santo, por nossa sede e anuência, predispor nossos corações a um novo, fecundo e abundante derramamento de suas graças, e assim, dóceis às Suas inspirações, sejamos animados a, “com Seu poderoso sopro, levar nossos navios mar adentro, sem medo das tormentas, seguros de que a Providência de Deus nos proporcionará grandes surpresas” (cf. Doc. Aparecida, 551). Amém!